As diferenças começam no mecanismo básico: enquanto o LCD precisa de uma luz traseira para iluminar os pixels, cada diodo do OLED produz sua própria luz de forma independente.
Isso muda o preto que aparece na tela, os ângulos em que a imagem pode ser vista sem perda de qualidade e até o peso do equipamento.
O tempo de resposta dos pixels, que fica abaixo de um milissegundo em painéis OLED, também é uma vantagem que surpreende até quem já conhece a tecnologia.
Fabricantes como LG, Samsung e TCL posicionam seus modelos OLED no topo das linhas de TVs e monitores, com preços que chegam a duas ou três vezes o valor de um LCD comparável.
Por isso, o TechTudo trouxe vantagens para quem está considerando a troca.
Afinal, entender essas diferenças ajuda a avaliar se o investimento faz sentido para o uso que planeja dar ao equipamento.
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Entenda quais são as vantagens de uma TV OLED
Divulgação/Samsung
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Tudo sobre TVs OLED
Neste texto, explicamos por que o preto de um painel OLED é diferente do preto de um LCD e o que isso significa na prática.
Mostramos como a velocidade de atualização dos pixels impacta jogos e esportes.
Detalhamos as diferenças de ângulo de visão entre as tecnologias.
Apresentamos como o OLED influencia o peso do equipamento.
E explicamos por que esses painéis são muito mais finos do que os concorrentes.
Veja os tópicos abordados:
Preto mais profundo e melhor contraste das cores
Atualização de pixels mais rápida
Melhores ângulos de visão
Menos peso e mais fácil de transportar
Design fino
1.
Preto mais profundo e melhor contraste das cores
Para exibir preto, um LCD aciona os cristais líquidos para bloquear a luz do painel traseiro.
O bloqueio nunca é perfeito.
Parte da luz passa, parte se dispersa em direções variadas, e o resultado é um preto que se parece mais com cinza escuro.
Em cenas noturnas de filmes, esse efeito fica evidente e compromete a profundidade da imagem.
No OLED, cada diodo simplesmente se apaga quando precisa mostrar preto.
Sem nenhuma luz emitida naquele ponto, não há nada que contamine a cor.
Esse comportamento também elimina o blooming, a névoa de luz que aparece ao redor de objetos claros sobre fundos escuros.
Quem já viu legendas brancas irradiando brilho numa cena noturna em um LCD sabe exatamente do que se trata.
O preto mais profundo é uma das principais diferenças visíveis em uma TV Oled
Divulgação/TCL
O impacto vai além das cenas escuras.
O contraste de toda a imagem muda quando o preto é absoluto.
Cores vibrantes ao lado de sombras profundas ganham uma dimensão que nenhum LCD replica, independente de quantas zonas de iluminação ele use.
Esse ganho é especialmente perceptível em conteúdo HDR, onde a diferença entre os pontos mais escuros e os mais brilhantes da cena é maior.
2.
Atualização de pixels mais rápida
Taxa de atualização e tempo de resposta são conceitos diferentes, e os dois importam.
A taxa, medida em hertz, define quantos quadros novos a tela mostra por segundo.
O tempo de resposta mede quanto cada pixel demora para mudar de cor.
Uma tela pode ter 120 Hz e ainda apresentar imagem borrada se os pixels demorarem para acompanhar.
Em painéis LCD, os cristais líquidos precisam se mover fisicamente para mudar de cor.
Esse movimento mecânico leva tempo.
Mesmo os melhores modelos LCD ficam entre 1 ms e 5 ms de tempo de resposta, e muitos fabricantes aplicam técnicas de aceleração para compensar isso, o que pode criar artefatos visuais próprios.
Em objetos velozes na tela, o resultado costuma ser um rastro visível atrás do movimento.
Se você joga com frequência, a TV OLED fará diferença no tempo de resposta dos pixels
Divulgação/LG
Nos painéis OLED, a transição de cor acontece por reação direta, sem movimento mecânico.
O tempo de resposta fica abaixo de 1 ms, frequentemente em torno de 0,03 ms.
Para jogadores de games competitivos, essa diferença impacta a leitura de movimentos rápidos.
Para quem assiste a esportes ao vivo, a imagem fica limpa onde num LCD apareceriam rastros e borrões.
3.
Melhores ângulos de visão
Num LCD, a luz parte do fundo do painel, atravessa camadas de difusores e polarizadores e chega à frente viajando em uma direção predominante.
Quem está na lateral recebe essa luz em um ângulo diferente do que ela foi projetada para sair.
O resultado é perda de brilho e alteração nas cores.
Em painéis do tipo VA, essa queda começa já a partir de cerca de 20 a 30 graus fora do eixo central.
No OLED, não há luz traseira.
Cada diodo emite luz diretamente da superfície do painel, e essa emissão alcança ângulos de até aproximadamente 178 graus com boa consistência de brilho e cor.
Na prática, várias pessoas sentadas em posições diferentes no mesmo sofá veem a mesma imagem, sem que quem estiver mais para a lateral precise reclamar que a cor está estranha.
Independente de onde você olhar, a TV OLED entregará uma boa visão
Divulgação/LG
Em monitores, a diferença aparece em sessões longas, quando a postura muda.
Quem inclina a cadeira ou vira levemente a cabeça mantém a mesma fidelidade de imagem sem precisar reposicionar o monitor.
Para edição de foto e vídeo, onde a precisão de cor é decisiva, esse comportamento é especialmente relevante.
4.
Menos peso e mais fácil de transportar
O peso de uma TV ou monitor é definido pelos componentes que ela carrega.
Um LCD precisa de sistema de iluminação traseira, placas de suporte, guias de luz e dissipadores de calor para esse conjunto.
Cada peça tem sua própria massa.
Somadas, fazem com que um LCD de grande porte seja consideravelmente mais pesado do que um OLED do mesmo tamanho.
O OLED dispensa toda essa infraestrutura de iluminação.
O painel funciona com uma camada de material orgânico aplicada sobre um substrato fino, sem as camadas extras de um LCD.
Com menos componentes, o equipamento sai da fábrica mais leve.
Para TVs instaladas em suportes articulados de parede, essa diferença de peso reduz a tensão mecânica na estrutura, o que é uma consideração prática na hora de instalar painéis de grandes dimensões.
Chega de sofrer com instalações ou transportes difíceis, pois a TV OLED é mais leve e mais fina
Divulgação/LG
Em dispositivos portáteis, a diferença é menor em gramas, mas perceptível em sessões longas nas mãos.
Vale mencionar uma ressalva honesta: os diodos OLED em brilho máximo consomem mais energia do que LEDs de retroiluminação.
Dispositivos com bateria podem ter autonomia menor com OLED em relação a um LCD de especificações equivalentes.
5.
Design fino
O LCD precisa manter espaço interno para que a luz do painel traseiro se expanda antes de chegar aos filtros de cor.
Mesmo em modelos com iluminação nas bordas, que são mais finos do que os com iluminação direta, as guias de luz e os componentes de difusão exigem uma profundidade mínima.
Esse espaço é o limite do quanto a espessura pode ser reduzida.
O OLED elimina essa necessidade.
Todos os componentes ativos ficam em camadas finas sobre o substrato, sem espaço reservado para propagar luz interna.
O painel pode ser extremamente fino.
O modelo Samsung OLED S95F de 65 polegadas possui uma espessura de apenas cerca de 1 cm, uma medida comparada à de uma folha de papel.
Mesmo os LCD ultrafinos mais avançados do mercado não chegam a esse patamar.
Modelo OLED S95F da Samsung tem espessura similar a uma folha de papel
Divulgação/TechRadar
A espessura reduzida também viabilizou o conceito de design galeria, em que a TV é instalada rente à parede como um quadro decorativo, sem o recuo que um LCD comum exige.
A compatibilidade dos materiais orgânicos com substratos plásticos flexíveis também abriu espaço para monitores com curvatura ajustável, algo que o design LCD não permite com a mesma facilidade.
Com informações de BGR e Reshine Display
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