Há algo de especial, de solene ou mesmo belo no gol absolutamente perdido.
A vogal aprisionada na garganta — o êxtase que se transforma em interjeição — a derrota magnífica reduzida a um instante.
O futebol é o esporte do clímax ocasional.
Não é como basquete — em que as cestas proliferam e criam a vibração homeopática.
Fazer gol é difícil.
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A arte de perder o gol imperdível
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