Fala, galera! Romário na área! Durante a semana, foi concretizada a transferência de mais um jovem talento do Brasil: o Allan, do Palmeiras.
O clube paulista, realmente, tem a melhor base do Brasil hoje.
O que é ótimo para os cofres e para o planejamento financeiro da instituição, mas e o futebol brasileiro? Como fica nessa história?
É claro que isso não é de agora, vem já de algumas décadas.
Eu, mesmo, fui vendido para o PSV com 22 anos.
Mas já tinha quatro temporadas jogando pelo time principal do Vasco, com vários títulos e até vestido a camisa da seleção.
Agora, não.
Vários moleques são transferidos assim que completam 18 anos.
Alguns saem sem sequer ter estreado na equipe profissional.
Esses garotos vão terminar a formação lá na Europa.
Alguns acabam perdendo as características clássicas do jogador brasileiro, moldando-se ao estilo europeu.
Outros chegam e não conseguem jogar, pela dificuldade na adaptação dentro e fora de campo.
Sem minutagem, não evoluem.
Fod@!
Isso acaba impactando na seleção, como vimos nesta Copa do Mundo, por vários fatores.
O primeiro é que o mercado europeu de alto nível hoje tem investido mais em um tipo muito específico de jogador brasileiro, o que atua pela ponta.
Vinicius Junior, Raphinha, Luiz Henrique, Estevão, Endrick, agora o Allan.
Todos eles têm mais ou menos esse perfil.
No Brasil, onde os clubes querem ganhar dinheiro com as transferências, as bases têm dado prioridade a esse tipo de formação.
Os moleques acabam sendo treinados com esse objetivo.
A falta de opções de meia criativo e centroavante habilidoso na seleção não é do nada...
Sobre o Endrick, por exemplo: depois de arrebentar no Palmeiras, foi para o Real Madrid e praticamente só ficou no banco.
Teve uma breve passagem pelo Lyon, onde jogou bem, mas não conseguiu dar sequência suficiente para chegar voando na Copa.
O mesmo pode acontecer com o Allan.
E como vamos sair dessa? Não tem jeito, fortalecendo o futebol local.
Com mais gestão profissional e investimento bem-feito.
Com projetos de base que privilegiem a formação do jogador com nossas características, e não apenas voltado para o que o mercado lá fora pede.
Isso só vai rolar se os clubes não precisarem tanto dessa grana para sobreviver.
Para refletir!
A fuga de jovens craques, eis o problema
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