A paraibana Mônica Maria da Silva, de 36 anos, está desaparecida há pelo menos 45 dias na Espanha, e a família critica a atuação da polícia espanhola no caso.
Cristina da Silva, irmã da brasileira, afirmou ao GLOBO que as autoridades espanholas não deram importância à investigação.
Sem respostas oficiais e sem conseguir comunicação direta com as autoridades locais, os parentes denunciam a falta de documentos que comprovem supostas abordagens policiais e cobram empenho nas buscas pela cabeleireira, vista pela última vez em Barcelona no dia 4 de julho.
De acordo com Cristina, a polícia da Espanha informou ao consulado brasileiro que Mônica estaria bem após ter sido abordada entre 25 e 26 de junho, mas nenhum registro oficial foi entregue à família.
— Eu acho que a polícia local não deu importância.
Até agora, não teve nenhum retorno sobre isso.
Eu perguntei [ao consulado] e a polícia disse para eles que no final de semana, teve várias ocorrências em relação à documentação dela.
Abordaram ela de alguma forma, só que a gente não sabe o quê.
A polícia não disse o que que aconteceu.
Não passa pro consulado, nem passa pra gente — relata Cristina.
A família fez reclamações sobre não conseguir comunicação direta com a polícia espanhola, o que dificulta no acompanhamento do caso.
Segundo Cristina, desde o dia 30 de junho não houve mais informações sobre o caso por parte do consulado.
Na última segunda-feira (17), Cristina buscou a Polícia Federal, em João Pessoa, solicitando ajuda para a situação.
A família também compartilhou o desaparecimento da Mônica em grupos de brasileiros na Espanha, através do Facebook, para tentar notícias sobre a irmã.
O Itamaraty confirmou ao GLOBO que tem conhecimento do caso e, por meio do Consulado-Geral do Brasil em Barcelona, está em contato e prestando assistência consular à família.
Contato com a família
O contato entre familiares e Mônica ocorria numa frequência de quatro em quatro dias, por conta do trabalho e pela diferença de fuso horário.
Sempre através de ligação ou por chamada de vídeo.
— E eu sempre esperava ela ligar.
A gente não ficava incomodando ela ligando por conta do trabalho também — explica Cristina.
A irmã de Mônica observou que havia algo estranho após perceber que a brasileira não ligava há 15 dias.
A filha, de seis anos, tentou contato com a mãe no dia 19 de junho, data em que a Espanha ganhou a Copa do Mundo 2026, para celebrar a conquista da seleção espanhola.
— Pensei que ela estava muito ocupada ou que o telefone tinha quebrado.
A mensagem enviada pela filha dela nunca chegou — relembra.
Última notícia
Ainda segundo a irmã de Mônica, através do contato com brasileiros na Espanha, uma mulher relatou que teria visto alguém parecida com a brasileira no metrô.
Cristina recebeu, nesta terça-feira (18), a informação de que alguém parecida com Mônica estava chorando muito e tinha três homens ao redor dela e que desceram junto com ela do transporte.
Irmã da brasileira desaparecida na Espanha recebeu informações, nesta terça-feira (18), sobre possível paradeiro
Arquivo pessoal/Cristina da Silva
A mulher teria denunciado o caso à polícia espanhola e família aguarda documento que confirme a informação.
*Aluna do curso Jornalismo do Futuro sob supervisão de Alfredo Mergulhão
