O equipamento de telefonia que desabou sobre mãe e filha em Copacabana na noite de terça-feira não possuía aprovação da Prefeitura do Rio para permanência no local, afirma a Secretaria Municipal de Conservação.
Tratava-se de um armário óptico de cerca de três metros de altura, que pertence à empresa SBA Torres, que o adquiriu da Clear Channel.
A estrutura é utilizada para proteger e organizar cabos de fibra óptica usados em telecomunicações.
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Por conta da irregularidade do serviço no bairro, a empresa havia sido notificada e multada três vezes antes do acidente.
A prefeitura informou que, à época em que foram realizadas as autuações, o equipamento em questão estava a serviço da Vivo.
A companhia telefônica, porém, não tem equipamentos no local desde 2025.
Em nota, a empresa informou que "a estrutura citada pela reportagem é de propriedade da empresa responsável pelos totens, não tendo relação com a infraestrutura da operadora".
Fotografias anteriores ao acidente mostram a parte inferior do equipamento deteriorada.
Conforme o presidente da Sociedade Amigos de Copacabana, Horácio Magalhães, a entidade já havia solicitado anteriormente a remoção do equipamento à Secretaria Municipal de Conservação (Seconserva).
— Há muito tempo já reclamávamos do seu estado — afirmou o líder comunitário.
Em imagem anterior ao acidente, é possível observar corrosão da estrutura
Sociedade Amigos de Copacabana
A SBA Torres Brasil, em nota, afirma estar "investigando as circunstâncias do incidente e adotando medidas imediatas para garantir a segurança do local e das áreas adjacentes".
Nas imagens, registradas pela câmera de segurança de um prédio em frente ao local, é possível observar que as vítimas passavam de mãos dadas ao lado de uma parada de ônibus de intenso movimento quando foram atingidas pela estrutura.
Poste desaba sobre pedestres em Copacabana
As vítimas eram uma mulher de 35 anos e uma criança de 4 anos, que ficaram feridas após o acidente.
Ambas receberam os primeiros-socorros do Corpo de Bombeiros após serem amparadas por transeuntes e foram encaminhadas ao Hospital Municipal Miguel Couto.
Enquanto a mãe sofreu ferimentos no rosto e precisou levar pontos, a criança teve fratura em alguns dedos dos pés.
Elas foram liberadas após o atendimento médico.
Confira a nota enviada pela SBA Torres Brasil
"A SBA Torres Brasil tomou conhecimento de um incidente envolvendo um de seus ativos e está tratando o caso com a máxima prioridade.
Nossa principal preocupação neste momento é o bem-estar das pessoas envolvidas e a garantia da segurança no local.
Estamos investigando as circunstâncias do incidente e adotando medidas imediatas para garantir a segurança do local e das áreas adjacentes".
Confira a nota enviada pela Prefeitura do Rio de Janeiro
"A Prefeitura do Rio informa, por meio da Secretaria de Conservação, que o equipamento instalado em Copacabana pertence à empresa SBA Torres, que adquiriu os mesmos da Clear Channel.
O pedido de permanência nos locais não teve aprovação municipal.
Por isso, a empresa foi notificada e multada três vezes.
O equipamento em questão, no momento das autuações, estava a serviço da Vivo Telefonia".
*Aluna do curso Jornalismo do Futuro sob supervisão de Rafael Galdo
