Ajustes nos investimentos em 2026 não afetam projetos de maior valor agregado, segundo a Usiminas - QTU Questões do Universo

Ajustes nos investimentos em 2026 não afetam projetos de maior valor agregado, segundo a Usiminas

Fonte: Bandeira da fonte

Vice-presidente de finanças e relações com investidores da Usiminas, Diego Garcia afirmou, nesta quinta-feira (30), que a redução na previsão de investimentos feita pela companhia para este ano, para uma faixa entre R$ 1,2 bilhão a R$ 1,4 bilhão, não deverá afetar projetos de maior valor agregado já anunciados pela companhia.
Leia mais:
Usiminas tem lucro de R$ 428 milhões no 2º trimestre, alta anual de 236%
Confira os resultados e indicadores da Usiminas e das demais companhias de capital aberto no portal Valor Empresas 360
Entre os projetos citados, estão baterias de coque e a construção de um novo gasômetro.
Sobre este último, o presidente da companhia, Marcelo Chara, estimou que deve ser concluído na metade do próximo ano.
“A principal prioridade é manter estes projetos dentro do cronograma e funcionando alinhados a nossas projeções”, completou.
Ainda segundo o comando da companhia, os adiamentos feitos por conta da redução dos investimentos previstos para o ano não deverão afetar a competividade da companhia.
Questionado sobre a previsão de aportes em 2027, o presidente disse que a companhia não divulga este número para o próximo ano.
A Usinas registrou um lucro líquido de R$ 428,1 milhões no segundo trimestre deste ano, um aumento anual de 236%.
Na comparação com o primeiro trimestre do ano, houve redução de 52%.
Projeto PCI (Pulverized Coal Injection) no alto-forno nº 3 de Ipatinga
O vice-presidente comercial da Usiminas, Miguel Homes, disse que a conclusão do Projeto PCI (Pulverized Coal Injection) no alto-forno nº 3 da usina de Ipatinga veio em boa hora, dadas as previsões de estabilidade nos resultados operacionais da siderurgia como área de negócio da companhia.
Durante a teleconferência, o executivo afirmou que “se não tivesse finalizado o Projeto PCI, a expectativa não seria de estabilidade, mas de queda”.
Isso se dá por conta da previsão de aumento dos custos de vendas, principalmente daqueles associados a carvão, coque e placas, reiterou.
O comando da companhia disse ainda que, já no segundo trimestre, a iniciativa contribuiu para compensar o aumento de matéria-prima, mas que seu funcionamento pleno deverá ser observado no terceiro trimestre.
Questionado sobre uma eventual revisão de preços neste cenário, o executivo declarou que isso só se dará em caso de eventual redução destes custos.