Candidato do PSD a presidente, Ronaldo Caiado discursa em evento promovido pela Confederação Nacional do Transporte (CNT)
Reprodução/YouTube - CNT
Em meio à preocupação do eleitorado brasileiro com a segurança pública, o candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, afirmou ser favorável à PEC que trata do tema no Congresso Nacional.
Quando era governador de Goiás, Caiado criticou a PEC e chegou a dizer que o texto enquadrava os governadores e limitava a autonomia dos Estados para legislar sobre segurança.
Agora, afirmou que sua posição contrária se referia à versão elaborada pelo então ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e que apoia o texto modificado e aprovado pela Câmara dos Deputados.
A proposta está em tramitação no Senado e em breve deve ser debatida na Comissão de Constituição e Justiça.
Em crítica ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, Caiado disse também que a aprovação da proposta não é necessária para a criação de um Ministério da Segurança Pública.
O petista, em outras ocasiões, já afirmou que criará a pasta caso a emenda seja aprovada.
“Eu quero poder dizer ao presidente Lula que a Presidência da República tem as prerrogativas que são da Presidência, e criar o Ministério da Segurança não precisa de emenda à Constituição, basta uma medida provisória”, disse a jornalistas após participar do Fórum CNT de Debates, promovido em Brasília pela Confederação Nacional do Transporte (CNT).
Sobre a possibilidade de propor a desoneração da folha de pagamento para as empresas, Caiado afirmou que, neste momento, é preciso buscar o equilíbrio fiscal.
Segundo ele, não é possível discutir a medida diante do atual nível das taxas de juros no país, que atribuiu à “irresponsabilidade do governo federal”.
“O presidente Lula é avesso ao equilíbrio fiscal.
Ele não gosta, ele sempre critica, até o próprio arcabouço que ele mesmo orientou para que fosse votado”, disse.
O ex-governador de Goiás também evitou se posicionar sobre o fim da escala 6x1 e voltou a classificar a medida como eleitoreira.
“Essa é uma pauta que não é minha”, afirmou.
Reciprocidade contra os EUA
Caiado também voltou a criticar a decisão do governo brasileiro de iniciar a análise para a adoção da Lei da Reciprocidade Econômica em resposta às tarifas dos Estados Unidos.
“Agora o governo vai implantar uma regra de reciprocidade em cima dos americanos.
Pelo amor de Deus, para com essa coisa”, disse.
Segundo Caiado, o governo precisa ter responsabilidade com a economia brasileira e, neste momento, não deveria criar “factoides” em meio à crise entre os dois países.
“Nós temos empresas fechando, 82% da população hoje endividada, quebrada, tudo no Serasa, e ninguém sabendo como sair desse clima.
E o cara [Lula] arruma uma briga com o Paraguai, arruma uma briga com os Estados Unidos”, disse.
Além disso, em aceno aos empresários do setor de transporte, o candidato do PSD afirmou que a polarização política tem desviado o debate de temas relevantes para a categoria.
O ex-governador de Goiás também demonstrou otimismo com sua campanha.
Segundo ele, a população brasileira dá sinais de desgaste com a polarização.
“Em vez de concentrarmos todo o nosso esforço em discutir assuntos relevantes de cada área do Brasil, ficamos presos a debates inúteis, que não trazem nada para o dia a dia das pessoas”, afirmou.
