Antes de mastectomia, paciente

Antes de mastectomia, paciente 'imortaliza' os seios em 'obra de arte'

Fonte: Bandeira da fonte

Antes de passar por mastectomia, Jenn Carbajal decidiu "imortalizar" os seios numa espécie de "obra de arte"
Se seu corpo estava prestes a mudar para sempre, ela queria uma maneira de preservar a lembrança da sua versão que estava prestes a perder.
"Eu queria homenagear meus seios e 'as meninas' que passaram noites incontáveis ​​dançando comigo sob os globos de discoteca", contou Jenn, de 35 anos, à "People".
"Eu sabia que, se não fizesse o molde, me arrependeria para sempre, porque meus seios e meu corpo nunca mais seriam os mesmos.
E eles eram lindos demais para não serem lembrados!", emendou ela.
Moradora de Los Angeles (Califórnia, EUA) e diagnosticada com câncer de mama no ano passado, Jenn comprou um kit de moldagem antes da cirurgia com uma ideia fixa: transformar o molde em uma escultura brilhante estilo discoteca.

Após a mastectomia unilateral realizada em 30 de junho, ela colou cuidadosamente centenas de pequenas pastilhas espelhadas na peça e, mais tarde, compartilhou o resultado no TikTok.
Antes de mastectomia, Jenn Carbajal 'imortalizou' os seios em 'obra de arte'
Reprodução/TikTok
Antes de mastectomia, Jenn Carbajal 'imortalizou' os seios em 'obra de arte'
Reprodução/TikTok
"Perdi o meu seio esquerdo para o câncer de mama e quero lembrá-lo para sempre", escreveu ela no vídeo que viralizou.
"Tenho um pedacinho de mim para sempre", completou.
O tema discoteca não foi uma escolha criativa aleatória.
Muito antes do diagnóstico, Carbajal já estava imersa na cena rave, adorava música house e até se apresentava como DJ sob o nome de DiscoJenn.
"Os globos de discoteca sempre me fascinaram.
Há algo muito especial na forma como um globo de discoteca capta a luz.
Mesmo quando tudo ao redor está escuro, ela reflete pequenos raios de luz por toda parte", explicou ela.
Esse simbolismo se tornou ainda mais significativo ao passar pela cirurgia e pelo tratamento.
Durante a recuperação, posicionar cada espelhinho manualmente lhe dava algo em que se concentrar em um momento em que simplesmente se olhar no espelho parecia avassalador.
"Houve tantos momentos, olhando para o meu próprio espelho, em que quis desistir e dizer: 'Essa não sou eu.
Esse não é o meu corpo.
Por que isso está acontecendo comigo?'.
Mas eu tinha tanto amor ao meu redor e tantas pessoas literalmente me apoiando", desabafou ela.