O candidato ao Planalto Flávio Bolsonaro (PL) fará seu primeiro ato de campanha em São Paulo nesta quinta-feira (20), com foco na periferia da Zona Leste paulistana.
As agendas foram organizadas em conjunto com o prefeito Ricardo Nunes (MDB), principal aliado do senador na capital paulista, que busca transferir os votos que recebeu no pleito municipal de 2024 para o candidato à presidência.
Pela manhã, Flávio e Nunes visitam o Mercado Municipal de São Miguel Paulista, onde devem circular para conversar com comerciantes e clientes e comer pastel, e o Armazém Solidário, mercado feito para beneficiários do CadÚnico, que fica no mesmo local.
A escolha por levar Flávio até lá foi do prefeito, pois se trata de uma de suas vitrines na área social.
O objetivo é também ressaltar as vantagens de uma eventual “dobradinha” entre os governos federal e municipal.
Depois, Flávio visita o Clube da Comunidade (CDC) Waldemar Moreno, na Vila Formosa, onde deve jogar futebol com crianças no campo local.
Na hora do almoço, ele se reúne com comerciantes e empresários da Mooca (são esperados cerca de 300 representantes), encerrando o tour pela Zona Leste.
Flávio volta ao estado de São Paulo na noite de sábado (22) para participar da 71ª Festa de Peão de Barretos — de manhã, ele é esperado em um ato do PL no Maracanãzinho, onde haverá o lançamento conjunto dos candidatos da sigla no estado do Rio de Janeiro.
No rodeio, ele deve estar acompanhado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e dos candidatos ao Senado Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), além do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que tenta a reeleição.
A campanha ainda articula uma cavalgada no domingo (23) em Barretos, emulando a cavalgada que o pai fez em 2022 na mesma cidade, mas a agenda não está fechada.
‘Recall’ da direita em 2024
Segundo aliados, a ideia é aproveitar a aliança com o prefeito para levar o filho de Jair Bolsonaro (PL) a bairros da periferia durante a campanha, principalmente aos distritos onde a direita foi mais votada em 2024.
Neste caso, o cálculo não considera apenas os votos que Nunes recebeu, mas também os de Pablo Marçal (PRTB), que naquele pleito dividiu a direita, ficou em terceiro lugar e por pouco não foi para o segundo turno contra Guilherme Boulos (PSOL).
São Miguel Paulista foi um dos locais onde a direita se saiu melhor: Marçal foi o mais votado e Nunes ficou em segundo lugar.
Essa estratégia também inclui o apoio de um exército de vereadores do campo da direita e da centro-direita.
No início do mês, Flávio se reuniu com 20 parlamentares do município em seu QG de campanha em São Paulo para discutir estratégias de como alavancar seu desempenho na cidade.
Sua expectativa é conseguir cerca de 3 milhões de votos na capital com a ajuda desses vereadores.
Tendo Nunes como uma espécie de “fiador” no município, Flávio fica menos dependente de Tarcísio, que deve priorizar eventos conjuntos com o presidenciável interior e não na capital, conforme mostrou o GLOBO.
Nesta quinta, o governador não vai participar da agenda de Flávio na parte de manhã, pois comparecerá à sabatina realizada pelos jornais O GLOBO e Valor Econômico e pela Rádio CBN.
