Após negociar a dívida com a União, o governo do Rio tenta reestruturar os débitos com os bancos.
O assunto foi discutido em uma reunião entre o governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, nesta terça-feira em Brasília.
Segundo Couto, o governo estadual tem uma dívida bancária de R$ 26 bilhões e busca renegociar o montante com juros menores.
— Temos em termos de déficit bancário com instâncias financeiras cerca de R$ 26 bilhões.
Por esse motivo, nós estávamos reunidos.
Por quê? Porque desejamos fazer um reescalonamento desse débito com juros menores e a União tem olhado de forma muito positiva a essa conduta do estado do Rio de Janeiro — disse o governador, após a reunião.
Ele afirmou que o objetivo foi avaliar com o governo federal a estruturação total da dívida do estado além do âmbito do Programa de Pleno Pagamento de Divida dos Estados (Propag), aprovado pelo Congresso em 2025.
A legislação permite aos estados refinanciar suas dívidas com a União em até 360 meses (30 anos), com taxas de juros reais reduzidas.
— O objetivo maior dessa reunião hoje foi ver a reestruturação total da dívida do estado, não apenas dentro da ideia do Propag, mas também a reorganização de todo o déficit que nós temos junto às instituições financeiras.
Então, nós estamos reestruturando de tal sorte que o estado do Rio de Janeiro possa ser entregue sem dívidas atuais e superavitário — afirmou o governador, citando o apoio do governo federal nesse processo.
O governo do Rio aderiu ao Propag em junho deste ano, em uma cerimônia, que contou com a presença do presidente Lula.
Com isso, o estado deixou o Regime de Recuperação Fiscal (RRF), onde estava enquadrado desde 2022.
A adesão ao programa permitiu reduzir a dívida com a União de R$ 210 bilhões para R$ 168,5 bilhões.
Souto afirmou que a meta é a meta não é só pagar as dívidas do Estado, apresentar superávit.
