Após passagem pelo Brasil, canadense título mundial master no Jiu-Jitsu - QTU Questões do Universo

Após passagem pelo Brasil, canadense título mundial master no Jiu-Jitsu

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Inspirado pelo compatriota Georges St-Pierre, Francis Quinn começou no Jiu-Jitsu aos 14 anos, em Quebec, no Canadá.
O interesse pelo MMA deu lugar a uma carreira que hoje reúne experiência como atleta, professor e gestor, com passagens por três países e participação na formação de nomes que chegaram ao UFC e ao cenário mundial da modalidade.
“Eu gostava de assistir MMA, especialmente o Georges St-Pierre.
Meu irmão começou a treinar Jiu-Jitsu e decidi começar também.
Desde o primeiro dia me apaixonei pelo esporte, especialmente pela complexidade.
Sempre gostei de resolver quebra-cabeças e é essa a minha visão do Jiu-Jitsu até hoje”, contou.
Francis treinou por quase dez anos na BTT Canada sob orientação de Fabio Holanda, de quem recebeu a faixa-preta em 2019.
“Foi como receber um diploma de reconhecimento de todos os meus esforços.
Mas, ao mesmo tempo, foi só o começo.
O Fabio foi como um segundo pai para mim e me ensinou muito mais do que Jiu-Jitsu”, relembrou.
Ao longo da carreira, participou da preparação de atletas como os irmãos Charles e Louis Jourdain, do UFC, além da campeã mundial da IBJJF Brianna Ste-Marie e de Franco Pana, campeão mundial No-Gi da IBJJF e classificado para o ADCC 2026.
“Treinávamos quase todos os dias por anos.
Foi incrível participar dessa evolução e ver de perto a transformação deles em atletas de alto nível.
Quando eles receberam a faixa-preta foi um momento muito emocionante para mim”, destacou.
Em 2020, fundou sua própria academia em Laval, no Canadá.
Dois anos depois, mudou-se para Porto Alegre para integrar a equipe da Alliance Tristeza como professor, a convite de Giovanne Guedes.
Em 2024, seguiu para os Emirados Árabes Unidos, onde passou a ensinar Jiu-Jitsu em escolas públicas e trabalhar com a federação de Ajman.
“O Brasil é o melhor lugar para treinar Jiu-Jitsu.
Evoluí muito como atleta e principalmente como professor.
O Giovanne me deu uma oportunidade incrível e aprendi muito também sobre o lado profissional e de gestão do esporte”, disse.
“Foi maravilhosa, mas também um grande desafio.
Precisei me adaptar a uma cultura completamente diferente.
Aprendi muito sobre como ensinar e formar atletas de verdade”, afirmou sobre a experiência nos Emirados.
Paralelamente ao trabalho como professor, Francis segue competindo.
Entre seus principais resultados estão o vice-campeonato do World Pro 2025 na faixa-preta adulto, o terceiro lugar no Sul-Brasileiro da IBJJF de 2024 e o título absoluto do Boston Open da IBJJF, conquistado na faixa-marrom.
Agora, o foco é o Mundial Master da IBJJF.
“Vai ser minha primeira grande competição de master.
Meu objetivo é ser campeão.
Se não for esse ano, será no próximo.
Tudo no tempo de Deus”, projetou.
Fluente em francês, inglês e português, além de ter conhecimentos de árabe, Francis acredita que as experiências internacionais ampliaram sua visão sobre a modalidade.
“Treinei e ensinei em diversos países e academias.
Hoje tenho uma visão muito mais ampla do Jiu-Jitsu, consigo entender diferentes culturas, diferentes formas de ensinar e identificar o que há de melhor em cada lugar.
Isso me tornou um professor e atleta muito mais preparado.”