A notícia da perda gestacional de Gabriel Medina, de 32 anos, e Isabella Arantes, de 29, comoveu fãs e amigos nesta terça-feira (4).
O surfista anunciou que a gravidez da influencer foi interrompida de forma espontânea no terceiro mês, poucos dias após revelar a gestação durante a cerimônia de casamento deles.
Embora não seja possível associar a perda a uma causa específica, o aborto espontâneo é uma situação mais comum do que muitas pessoas imaginam e, na maioria das vezes, acontece ainda no primeiro trimestre da gestação.
Segundo Rodrigo Rosa, especialista em reprodução humana e diretor clínico da Clínica Mater Prime, em São Paulo, o aborto espontâneo é caracterizado pela perda da gravidez antes da vigésima semana.
Estima-se que entre 10% e 20% das gestações terminem dessa forma, sendo que a maior parte ocorre nas primeiras 12 semanas.
As alterações genéticas do embrião são apontadas como a principal causa das perdas gestacionais precoces.
Em muitos casos, elas surgem de forma espontânea durante a fecundação e impedem o desenvolvimento da gestação, mesmo quando os pais não apresentam alterações cromossômicas.
A idade materna mais avançada também pode aumentar a ocorrência dessas alterações.
Outros fatores que podem estar relacionados ao aborto espontâneo incluem alterações na anatomia do útero, como útero septado, miomas, pólipos, aderências uterinas e inflamações do endométrio.
Distúrbios hormonais, como diabetes descompensado, doenças da tireoide e insuficiência do corpo lúteo, também fazem parte da investigação médica.
A trombofilia — condição que favorece a formação de coágulos sanguíneos — é outra possível causa, assim como fatores ligados ao estilo de vida e à saúde da gestante, entre eles tabagismo, consumo excessivo de álcool, obesidade e algumas infecções.
Já nos casos de perdas mais tardias ou de histórico de partos prematuros, os especialistas também investigam a chamada incompetência cervical.
Os sintomas do aborto podem variar, mas os mais frequentes são sangramento vaginal, cólicas abdominais e desaparecimento dos sintomas da gravidez.
Diante de qualquer um desses sinais, a orientação é procurar atendimento médico para avaliação.
Após um aborto espontâneo, principalmente quando há perdas gestacionais repetidas, os especialistas explicam que exames laboratoriais, avaliações do útero e testes genéticos do embrião e dos pais podem ajudar a identificar possíveis causas e orientar futuras tentativas de gravidez.
Apesar de nem todos os casos serem evitáveis, o acompanhamento médico antes e durante a gestação é fundamental.
Consultas pré-concepcionais, pré-natal adequado e o controle de doenças como diabetes, hipertensão e alterações hormonais ajudam a reduzir riscos e favorecem uma gravidez mais saudável.
Fonte: Mater Prime (https://materprime.com.br/); Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA); Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo); Hospital Israelita Albert Einstein; Dr.
Drauzio Varella;
Gabriel Medina e Isabella Arantes
Reprodução/Instagram
