Sensação nas redes sociais, a artista visual Verena Smit, de 42 anos, já experimentou de tudo um pouco.
Na adolescência, passeou pelas artes cênicas; partiu, mais tarde, para uma formação em Fotografia e Comunicação Visual com ênfase em Cinema.
Mas foi com as “palavras riscadas”, feitas em máquina de escrever e transformadas em diferentes significados, que conquistou mais de 100 mil seguidores e marcas como Gucci e Pandora.
“Um dia, ouvi uma música com as palavras ‘forget’ e ‘forgive’.
A sonoridade e a gramática são semelhantes e, ao mesmo tempo, diferentes.
Assim, nasceram outras”, conta a paulistana, que celebra 13 anos de carreira com o lançamento do livro “Entre a palavra e a imagem” (Martins Fontes), um retrospecto desse período, com imagens de instalações e obras das séries “Palavras riscadas” e “Corretor”, este último, com alterações feitas pelo corretor ortográfico do celular.
“Fazer esse livro foi difícil, porque mergulhei no passado e sempre me cobrei muito.
Mas também olhei para minha trajetória com orgulho”, diz ela.
“Há muito de amor, de ser mãe e de política, assuntos que me atravessam e geram identificação.”
Obra "Ouvidoria", de Verena Smit
Carine Wallauer
Durante o processo de produção da obra, Verena se viu às voltas com a maternidade.
A filha, Johanna, de 3 anos, do casamento com o economista Raoni Larena, a fez desacelerar.
“Não tenho mais a disponibilidade de antes.
Sou da ação, então, é quase um luto.
Você acha que não vai voltar mais a ter ideias.
Mas, aos poucos, as coisas estão se encaixando”, comenta.
Para o curador de arte Fernando Mota, o trabalho de Verena é universal.
“Soa familiar.
É algo íntimo, como se fosse um diário, um desabafo, e as pessoas gostam.
Por isso, ela é tão popular”, opina ele.
Com Verena, as palavras têm (muito mais) poder.
Artista visual Verena Smit, conhecida por suas palavras 'riscadas', revisita trajetória ao lançar terceiro livro
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