Ativos domésticos têm forte valorização de olho em cenário eleitoral - QTU Questões do Universo

Ativos domésticos têm forte valorização de olho em cenário eleitoral

Fonte: Bandeira da fonte

O quadro eleitoral volta ao foco dos investidores nesta sexta-feira e impulsiona as principais classes de ativos domésticos a uma firme valorização, apoiada ainda por um ambiente global benigno para mercados emergentes, diante da fraqueza generalizada do dólar.
Notícias envolvendo a investigação de vazamentos envolvendo o filho do presidente Lula, Fábio Luis Lula da Silva, e a perspectiva de uma disputa mais apertada do incumbente com o senador Flávio Bolsonaro dão tração a uma disparada do Ibovespa e fortes quedas do dólar e dos juros futuros.

Por volta de 12h15, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento de janeiro de 2031 anotava forte queda de 14,59%, do ajuste anterior, para 14,475%.
Já o dólar cedia 0,63%, a R$ 5,1599, desempenho que coloca o real entre as moedas de melhor desempenho hoje.

O Ibovespa, por sua vez, avançava 1,82%, aos 170.977 pontos, com o suporte dos ganhos de 0,30% e 0,45% das ações ordinárias e preferenciais da Petrobras, respectivamente, enquanto as ações ordinárias da Vale saltavam 2,05%.

Entre os fatores que ajudam a explicar a alta do Ibovespa hoje estão o enfraquecimento global do dólar e a retomada da busca por ativos reais, como as commodities, movimentos que favorecem os mercados emergentes, incluindo o Brasil, dizem gestores sob condição de anonimato.

A avaliação sobre o peso da política, porém, não é consensual.
Para algumas fontes, a expectativa de uma disputa eleitoral mais apertada do que a atualmente incorporada aos preços também pode ter contribuído para o desempenho dos ativos, enquanto outras avaliam que a maior parte da valorização da bolsa se deve ao ambiente macroeconômico global.

Gestores de renda fixa, por outro lado, dão maior peso ao noticiário eleitoral, além do enfraquecimento do dólar, em um dia no qual os rendimentos dos Treasuries voltaram a subir.
“Acho que os últimos dias foram piores pelos leilões do Tesouro Nacional e um externo pressionado, mas a percepção de atividade fraca no Brasil está engrossando e o Flávio melhorou um pouco nas pesquisas”, destaca um gestor, sob condição de anonimato.
“É uma campanha curta e as notícias estão piores para o Lula.”

Em Nova York, as bolsas sobem mas sem suporte do mercado de Treasuries, cujas taxas voltam a subir nesta sessão.
No horário mencionado anteriormente, o índice S&P 500 subia 0,47%, a 7.677,31 pontos, e a taxa da T-note de dez anos avançava de 4,706% a 4,738%.