A atriz Tata Pacheco compartilhou nas redes sociais a "aventura" de deixar Oeiras do Pará para participar das gravações de "Brega Story", nova série original do Globoplay inspirada na história em quadrinhos de Gidalti Jr.
[instagram=DbY5NqSKgUP]
VEJA MAIS
[[(standard.Article) Elenco de 'Brega Story' surge caracterizado no Ver-o-Peso em primeira imagem da série]]
[[(standard.Article) Marcos Palmeira elogia Belém durante gravações de série: 'Uma cidade tão rica']]
[[(standard.Article) Camisa do Remo usada por Marcos Palmeira foi presente de humorista paraense]]
Em um vídeo publicado no Instagram, ela mostrou parte dos bastidores da produção, gravada na última quarta-feira (29), em Belém.
Conhecida pelo papel de Mara na minissérie "Pssica", da Netflix, a paraense integrou o elenco de apoio da nova produção.
De acordo com Tata, as gravações aconteceram nos bairros da Campina e do Umarizal.
Na trama, Zaynara interpreta Rubi, uma jovem garçonete que sonha em construir carreira na música.
Ela divide o protagonismo com Lana, drag queen vivida por Jesuíta Barbosa.
As vidas das duas mudam ao conhecerem Wanderson, personagem de Marcos Palmeira, um ex-rei do brega que tenta recuperar o prestígio em um cenário transformado pela ascensão do tecnobrega.
[[(standard.Article) Com camisa do Remo, Marcos Palmeira aproveita ‘folga’ das gravações e curte noite paraense ]]
[[(standard.Article) Elenco de 'Brega Story' aparece em pontos turísticos de Belém durante gravações]]
Em entrevista ao Grupo Liberal, Tata contou que participa de uma sequência importante da história, ambientada em um hospital público do Estado, cenário que, segundo ela, será facilmente reconhecido pelo público paraense.
"É uma cena que logo depois dará uma reviravolta na trama.
[...] Contracenei com Marcos Palmeira, Zaynara, Jesuíta e o elenco principal da série", revelou.
Para a artista, a participação representa um momento marcante da carreira construída há mais de duas décadas.
Tata afirma que a oportunidade ultrapassa o significado de integrar uma grande produção audiovisual, pois também simboliza o reconhecimento de artistas do interior da Amazônia.
"Foi maravilhoso, principalmente por ser uma atriz aqui da ponta, vindo do Marajó, tendo essa oportunidade de mostrar um pouco do meu trabalho.
Sou atriz há mais de 20 anos e somente agora venho tendo oportunidades como essa.
Não estou só nessa oportunidade.
Tem muitos sonhos de artistas marajoaras e de jovens ribeirinhos, assim como eu, que sonham em viver da sua arte", afirmou.
Ela também destacou o acolhimento recebido durante as gravações.
Segundo Tata, o diretor Pedro Amorim deu liberdade para que ela construísse parte das falas da personagem, enquanto o elenco contribuiu para que se sentisse segura em cena.
A atriz lembrou ainda da emoção de dividir o set com Marcos Palmeira.
"Ele foi uma excelente pessoa.
Cresci ouvindo do meu avô que ele era paraense e só descobri, quando comecei a fazer teatro, que não era.
Hoje estou dividindo cena com ele vivendo justamente um personagem paraense.
Parece coisa do universo", contou.
Outro aspecto que chamou a atenção da atriz foi a dimensão da produção.
Ela destacou o trabalho coletivo realizado nos bastidores e a quantidade de profissionais envolvidos em diferentes áreas, do figurino à cozinha, ressaltando o impacto que uma produção audiovisual desse porte gera na economia local e na criação de oportunidades de trabalho.
"Poder ver a nossa cultura indo para o mundo é como se a gente fosse junto.
É mostrar que podemos trabalhar no nosso território, perto da nossa realidade, sem precisar deixar o Estado que amamos.
Isso tem um sabor de açaí com peixe frito, mas um sabor que agora poderá ser conhecido por muita gente", afirmou.
