A Austrália expressou sua "indignação" nesta quinta-feira com a decisão de Israel de encerrar a investigação criminal sobre a morte da trabalhadora humanitária australiana Lalzawmi "Zomi" Frankcom e seus colegas em Gaza.
Lalzawmi estava entre os sete trabalhadores humanitários da ONG World Central Kitchen mortos em abril de 2024, quando seu comboio de ajuda humanitária foi atingido por engano durante um ataque aéreo israelense.
Leia também: Israel abre investigação criminal ao confirmar disparos de soldados contra carro de menina Hind Rajab, retratada em filme premiado
Esportes: Futebol palestino retoma atividades em setembro após três anos de guerra e ataques de Israel
As mortes provocaram indignação global e pedidos de garantias para a segurança dos trabalhadores humanitários em Gaza.
A Austrália convocará o embaixador israelense Hillel Newman para protestar contra a recusa em investigar o incidente e pediu ao enviado de Canberra a Israel que "transmita nossas opiniões diretamente" ao governo, disse a ministra das Relações Exteriores, Penny Wong, em um comunicado.
"O governo australiano soube da decisão israelense ontem à noite, momentos antes de ser anunciada no Dia Mundial da Ajuda Humanitária, o que é particularmente insultante para os entes queridos de Zomi, para os trabalhadores humanitários e para todos os australianos", disse Wong.
"O exército israelense anunciou na quarta-feira que não investigaria o caso, embora o governo israelense tenha reconhecido que a morte foi um erro.
Essa decisão está muito aquém da responsabilização que esperamos”, disse Wong.
Após seu encontro com o ministro, o enviado israelense Newman disse a repórteres em Canberra que expressou sua “profunda tristeza e pesar” à família de Lalzawmi, mas insistiu que seu país não tinha intenção de atacar o comboio.
“A decisão foi de que não havia responsabilidade criminal.
Devemos respeitar essa conclusão”, afirmou.
Austrália expressa indignação após investigação sobre morte de trabalhadora humanitária ser encerrada
Fonte:
