Candidatos do PSOL nas eleições deste ano anunciaram a criação de um grupo que se autodenomina "bancada da macumba", destinado a postulações ligadas a religiões de matriz africana.
O coletivo defende que "os povos do terreiro não devem permanecer apenas como objetos de pesquisa, folclorização ou políticas pontuais".
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"É preciso transformar a força dos nossos terreiros em força política", dizem.
O objetivo é garantir uma participação direta na elaboração de leis, definição dos orçamentos e políticas públicas nacionais.
A construção da bancada, segundo os membros fundadores, poderá reunir desde praticantes de religiões de matriz africana até pesquisadores e educadores.
O grupo também abre portas para o diálogo com parlamentares aliados do movimento, mesmo que não pertençam diretamente a uma religião de matriz africana.
O pressuposto para a interlocução é o compromisso público com a agenda da articulação.
"Ninguém pode falar melhor por nós do que nós mesmos.
Enquanto não tivermos macumbeiros e macumbeiras ocupando os parlamentos, continuaremos sendo lembrados apenas em momentos pontuais", dizem os candidatos à Câmara.
A articulação reúne seis candidatos à Câmara dos Deputados:
Adriano Fiúza (DF)
Mãe Su de Nanã (SP)
Renato Fonseca (PE)
Wesley Mendes (BA)
Mãe Bernadete de Oxóssi (BA)
Ariane Magalhães (RJ)
O PSOL afirma ser a favor da liberdade religiosa e combate o racismo religioso.
Segundo a sigla, entre seus filiados, há pessoas que se candidataram em defesa da causa, sendo esta uma iniciativa desenvolvida por esse conjunto de candidatos.
