Quando se fala sobre a Biblioteca de Alexandria, muito se pensa no que foi perdido na sua destruição.
O local foi fundado no século III a.C.
Seu abandono ocorreu ao longo dos anos, sendo que o prédio sofreu diversos incêndios, invasões e mais.
Não havia livros na época, como conhecemos atualmente.
Por isso, a biblioteca tinha, basicamente, papiro e códices.
Os números variam de 30 mil a 700 mil volumes.
O local, como diz o nome, nasceu na cidade de Alexandria, fundada em 331 a.C.
por Alexandre, o Grande, e localizada no Egito.
O rei Ptolomeu I teria dado a ideia de fundação da biblioteca.
Ele é sucessor de Alexandre e comandou a cidade, ficando conhecido como fundador da dinastia ptolomaica.
A biblioteca estava dentro de um museu, nome que homenageava as musas.
Era um grande centro de conhecimento e estudos, que passavam desde laboratórios, pesquisas, discussões, observatório de astronomia e mais.
Muitos especialistas, inclusive, consideram a primeira universidade pelo centro de produção de conhecimento.
Havia produções de geografia, história, astronomia, filosofia, matemática e mais.
Entre os autores que tinham escritos no local estavam nomes como Homero, Hesíodo, Sófocles, Eurípides, Heródoto e Tucídides.
A biblioteca tinha uma ideia de rivalidade com a Escola de Atenas, outro berço intelectual da antiguidade.
Inicialmente, o local teve forte apoio dos governos reis, inclusive com investimentos, como a compra de manuscritos em diversos idiomas.
O declínio, no entanto, passou a ocorrer ao longo dos anos, em um processo que começou, especialmente no século I a.C., em um processo de abandono e incêndios.
Como a Biblioteca de Alexandria acabou?
Biblioteca de Alexandria.
Reprodução/Wikimedia Commons
O primeiro grande evento relatado para a decadência da biblioteca foi um incêndio em 48 a.C.
quando Júlio César manda atacar Alexandria.
Segundo informações da época, boa parte dos papiros foi destruída.
Já sob domínio romano, a cidade teve diversas rebeliões, com roubos, inclusive na biblioteca.
Um saque em 215 pelo imperador Caracala há relatos de danos e destruição de partes do local.
Em 365, mais uma situação trágica: um terremoto destruiu parte da construção.
Por conta disso, 40 mil papiros foram levados para uma biblioteca no Templo de Serápis.
Parte do acervo que ainda temos acesso atualmente e foram copiados na Idade Média vem desse momento.
Apesar disso, alguns materiais, como peças teatrais, se perderam.
Um dos objetos famosos que não se tem mais acesso é o tratado de astronomia de Aristarco de Samos.
Nele, o autor afirma, na antiguidade, que a Terra era mais um planeta no universo.
A partir do momento que o Império Romano adotou o cristianismo como religião oficial, houve relatos de invasões dentro da biblioteca para destruir obras que eram consideradas pagãs.
Projeto de reconstrução da biblioteca de Alexandria.
Reprodução/Wikimedia Commons
Por conta dos sucessivos eventos e abandonos, nada restou da biblioteca.
Entretanto, um projeto do governo egípcio inaugurado em 2002 refez uma Biblioteca em um local próximo.
É um amplo complexo de estudos, com 11 andares e formato de disco solar.
Na fachada há inscrições de letras e símbolo de praticamente todos os alfabetos do mundo.
No total, são 20 mil metros quadrados de espaço que podem ser visitados para quem for até o Egito hoje em dia.
