Quando o assunto é rejuvenescimento facial, logo vêm à cabeça procedimentos que preenchem sulcos, devolvem volume ou redefinem os contornos.
A biorremodelação segue outro caminho: em vez de mudar o desenho do rosto, a proposta é melhorar a qualidade da pele, estimulando processos que ajudam a manter firmeza, elasticidade e hidratação.
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"O conceito está relacionado à capacidade de promover uma remodelação dos tecidos por meio de estímulos celulares e bioquímicos.
Entre as substâncias utilizadas com essa finalidade está o ácido hialurônico, que, além de estar naturalmente presente no organismo, participa de diferentes processos no ambiente que envolve as células e dá suporte aos tecidos", explica a dermatologista Flávia Brasileiro, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.
A diferença em relação aos preenchimentos está justamente aí.
"O objetivo é criar um estímulo para que as próprias células trabalhem de maneira mais eficiente na manutenção e na remodelação do tecido.
O ácido hialurônico presente no Profhilo participa desse processo por meio da interação com estruturas que dão suporte à pele e com receptores presentes na superfície das células", afirma.
Mais qualidade, menos mudança de contorno
Na pele, o ácido hialurônico vai além da função de hidratar.
"É importante entender que a pele não é uma estrutura estática.
As células recebem constantemente sinais do ambiente ao seu redor e respondem a eles.
A biorremodelação procura atuar justamente nesse contexto, promovendo estímulos que podem contribuir para a renovação e a organização do tecido", diz a médica.
Na prática, a proposta é favorecer a produção de elementos importantes para a sustentação da pele, como ácido hialurônico, colágeno e elastina.
O efeito esperado aparece aos poucos, com melhora da hidratação, da elasticidade, da firmeza e da textura, sem a intenção de modificar os contornos do rosto como acontece em um preenchimento.
"O resultado esperado é uma melhora progressiva das características da pele, sem que o objetivo principal seja alterar os contornos do rosto", ressalta Flávia.
Para quem é indicada?
A indicação depende das características de cada pele, mas a biorremodelação pode ser considerada diante de sinais como perda de elasticidade, desidratação, flacidez inicial e mudanças associadas ao envelhecimento.
"É um tratamento interessante principalmente quando a queixa do paciente está mais relacionada à qualidade da pele do que à falta de volume.
Uma pessoa pode ter pouca indicação de preenchimento, mas apresentar redução da elasticidade, hidratação e firmeza.
Nesses casos, podemos pensar em estratégias voltadas à remodelação do tecido", pondera a dermatologista.
A técnica também pode fazer parte de uma estratégia de cuidado ao longo do tempo.
A ideia, nesse caso, não é impedir o envelhecimento, mas preservar por mais tempo as características de uma pele saudável.
"O objetivo não é interromper o envelhecimento, mas preservar por mais tempo as características de uma pele saudável e acompanhar as mudanças que acontecem progressivamente nos tecidos", pontua.
Embora o rosto seja a área mais associada ao procedimento, a abordagem pode ser considerada para regiões como pescoço, colo e mãos, dependendo da avaliação médica e da indicação.
"É a avaliação individual que determina se a biorremodelação faz sentido e qual estratégia é mais adequada para cada caso.
Em algumas situações, o Profhilo pode ser associado a outros tratamentos", finaliza.
Biorremodelação: o que é o tratamento que melhora a qualidade da pele sem alterar o contorno do rosto
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