O Botafogo segue no mercado em busca de um novo técnico para um projeto de longo prazo.
A avaliação interna é de que Rodrigo Bellão, atual interino, não deve seguir até o fim do ano, e a diretoria analisa alternativas para substituí-lo após o jogo de domingo contra o Palmeiras.
A sequência de resultados negativos aumentou a pressão sobre a gestão do futebol e acelerou a procura por um treinador mais experiente.
A ideia é evitar uma solução apenas emergencial e encontrar um nome que possa conduzir o trabalho no restante da temporada e também em 2027.
O movimento acontece em meio a uma agenda negativa para o presidente João Paulo Magalhães.
O dirigente passou a ser alvo de críticas de torcedores que questionam o modelo de gestão e apontam sinais de “amadorismo” na condução da SAF.
Internamente, a direção reage às críticas e compara a situação do Botafogo com a de outros clubes brasileiros.
O argumento é que a presença de presidentes não profissionais no futebol não é exclusividade de clubes que não são SAF.
São citados Palmeiras, Flamengo e Fluminense.
A avaliação é de que, mesmo em estruturas profissionalizadas, o presidente pode ter participação direta nas decisões estratégicas do futebol.
A formação da estrutura do futebol também continua a ser questionada.
Thiago Alves, ex-Boavista, assumiu o cargo de gerente e foi alvo de críticas pela relação que mantém com João Paulo desde a passagem dos dois pelo clube de Saquarema.
Nos bastidores, porém, a direção defende a escolha e ressalta a competência de Thiago para o cargo.
Sua passagem pela seleção brasileira olímpica também é apontada como um dos fatores que o credenciam para a função.
Gabriel de Alba mantém apoio, mas não tem poder de decisão
Outro personagem importante nos bastidores é o investidor Gabriel de Alba.
Por enquanto, sua atuação é de apoio financeiro e validação, sem poder para tomar decisões no futebol ou determinar os rumos da SAF.
Alba ajudou a quitar dívidas com o financiamento anterior e garantiu recursos para manter os salários em dia.
O aporte financeiro, porém, não significa autonomia sobre a gestão.
O entendimento interno é de que Alba não é o proprietário da SAF e, portanto, não pode concentrar o poder de decisão.
Há também uma preocupação em não transferir responsabilidades excessivas ao investidor, já que, em caso de uma eventual saída futura, o clube poderia ficar exposto a decisões tomadas sem a garantia de continuidade.
