O Banco de Brasília (BRB) convocou assembleia geral extraordinária (AGE) para o próximo dia 24 para votar uma autorização para que a companhia promova ação de responsabilidade civil contra ex-administradores.
O ex-CEO do banco Paulo Henrique Costa, foi preso na operação Compliance Zero, suspeito de irregularidades na relação com o Master.
Segundo o banco, serão adotadas medidas judiciais cabíveis "em face dos ex-administradores que, por ação ou omissão, venham a ser identificados como responsáveis por eventuais prejuízos causados ao patrimônio social do BRB, relacionados às operações envolvendo o ecossistema Banco Master/Reag".
Enquanto isso, o BRB segue sem conseguir implementar um aumento de capital de até R$ 8,8 bilhões aprovado em AGE em abril.
Foi mediado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) um acordo para que os grandes bancos dessem uma fiança ao governo do DF, que assim pegaria um empréstimo de R$ 6,6 bilhões com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Entretanto, como o Valor mostrou, os bancos privados entendem que o uso das garantias oferecidas pelo DF, que são os repasses aos quais o governo distrital teria direito dos Fundos de Participação dos Estados (FPE) e Municípios (FPM), seria inconstitucional.
Eles entendem que só os bancos públicos podem aceitar essas garantias.
Nos últimos dias, representantes do Ministério da Fazenda e da Advocacia-Geral da União (AGU) têm se reunido com os bancos para tentar encontrar uma solução, mas o impasse continua.
Ontem, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, perguntou sobre o tema durante encontro com os CEOs dos grandes bancos, segundo o Valor apurou.
Ainda assim, como não houve avanço nas negociações, o assunto não foi para frente.
Divulgação
