O chamado "bumbum brasileiro" deixou de ser apenas uma característica associada à estética do país e passou a atrair pacientes estrangeiras interessadas em procedimentos para a região dos glúteos.
Mulheres dos Estados Unidos, Europa, América Latina, Oriente Médio, África e Austrália têm viajado ao Brasil em busca de mudanças que vão além do aumento de volume, como definição do contorno, projeção, proporção e melhora da aparência da pele.
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No Rio de Janeiro, a médica Gina Matzenbacher, da Clínica Leger, afirma que a procura internacional já faz parte da rotina do consultório.
Segundo ela, as pacientes chegam com diferentes objetivos, mas têm em comum a preferência por resultados proporcionais ao restante do corpo.
"Recebo pacientes de lugares muito diferentes, mas com um desejo em comum: melhorar o contorno dos glúteos sem repetir o mesmo formato.
Hoje elas querem menos exagero e mais proporção, mais equilíbrio e um resultado que combine com o próprio corpo", afirma.
As demandas variam de acordo com cada caso.
Entre as queixas estão celulite, flacidez, assimetrias, perda de projeção e falta de definição na transição entre cintura, quadris e glúteos.
De acordo com Gina, a procura também mudou: em vez de simplesmente aumentar a região, muitas pacientes passaram a buscar uma combinação de volume, firmeza, textura e contorno.
A médica atribui parte desse interesse à experiência acumulada por profissionais brasileiros no tratamento da região.
A diversidade de biotipos atendidos no país, segundo ela, contribuiu para o desenvolvimento de estratégias diferentes conforme as características e expectativas de cada paciente.
O interesse também parece se espalhar por meio de indicações pessoais.
Gina conta que algumas estrangeiras retornam ao consultório para dar continuidade aos cuidados e chegam acompanhadas de amigas ou familiares que decidiram fazer o mesmo percurso.
"É muito comum uma paciente retornar e chegar acompanhada de outra pessoa.
Ela gostou do resultado, contou para alguém próximo e trouxe essa pessoa com ela", relata.
A médica vê nesse movimento uma combinação entre conhecimento técnico e a imagem que o Brasil construiu em torno da estética dos glúteos.
"Talvez seja assim que uma tendência se transforma em referência.
O que é que o bumbum brasileiro tem? Tem técnica, experiência, ciência e aquele gingado que só o Brasil sabe dar", conclui.
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