Bumbum maior, mais firme ou projetado? Veja o que pode mudar o formato - QTU Questões do Universo

Bumbum maior, mais firme ou projetado? Veja o que pode mudar o formato

Fonte: Bandeira da fonte

Isabelle Nogueira voltou a falar nas redes sociais sobre uma mudança no corpo que, segundo ela, tinha impacto não apenas estético.
A influenciadora contou que passou por uma harmonização glútea com aplicação de ácido hialurônico e recebeu cerca de 40 ml do produto em cada lado.
O procedimento, segundo a ex-BBB, foi motivado principalmente por uma celulite profunda que provocava dor e incômodo no dia a dia.
Ela também afirmou que buscou projetar a região.
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A experiência chama atenção para uma procura que vai além do aumento de volume.
Hoje, procedimentos realizados nos glúteos podem ter objetivos diferentes, como melhorar o contorno, corrigir assimetrias, tratar depressões laterais e amenizar a flacidez.
A indicação depende da anatomia e da queixa de cada paciente.
"O preenchimento com ácido hialurônico pode ser utilizado não apenas para aumentar volume, mas também para remodelar o contorno corporal.
Dependendo da anatomia e da indicação, podemos trabalhar a projeção posterior, a definição do contorno, as transições entre as diferentes regiões do glúteo e algumas assimetrias ou depressões, como os chamados hip dips", explica a cirurgiã plástica Maria Roberta Martins.
Para a médica, o objetivo não deveria ser simplesmente aumentar o tamanho dos glúteos: "A proposta é melhorar a relação entre volume, projeção, cintura, quadril e coxa, respeitando a anatomia individual.
Em outras palavras, buscamos proporção e harmonia, e não um padrão único de glúteo."
O cirurgião plástico Carlos Manfrim acrescenta que a elevação da região pode estar entre as expectativas de quem procura esse tipo de procedimento.
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Reprodução Instagram
Ácido hialurônico não é a única opção
O preenchimento é apenas uma das possibilidades disponíveis para quem deseja modificar o contorno dos glúteos.
O ácido hialurônico, conhecido principalmente pelo uso facial, também possui formulações destinadas ao corpo.
Por ser absorvível, apresenta uma característica diferente de materiais permanentes.
A escolha do produto, porém, não deveria ser dissociada da região onde será aplicado.
"Mais importante do que falar apenas em um produto de alta densidade é entender que um preenchedor corporal precisa ter propriedades compatíveis com a volumização, capacidade de sustentação e comportamento previsível no tecido", destaca Maria Roberta.
Outra categoria são os bioestimuladores de colágeno.
Substâncias como o ácido poli-L-láctico e a hidroxiapatita de cálcio podem ser utilizadas para estimular a produção de colágeno e, consequentemente, melhorar a firmeza da pele.
"Essa reação inflamatória controlada estimula os fibroblastos a produzirem colágeno, aumentando a quantidade dessas fibras na derme da região tratada", esclarece a cirurgiã plástica Beatriz Lassance.
Nesse caso, a finalidade é diferente da de um preenchimento.
Segundo Heloise Manfrim, o uso de bioestimuladores na região pode ser considerado quando a principal queixa está relacionada à flacidez, e não necessariamente à falta de volume.
E o PMMA?
Entre as substâncias utilizadas para preenchimento corporal, o polimetilmetacrilato (PMMA) ocupa um lugar à parte.
Diferentemente do ácido hialurônico, trata-se de um material permanente, o que significa que permanece no organismo.
Segundo Carlos, essa característica pode trazer complicações importantes.
"Por ser um preenchedor definitivo e um material estranho ao organismo, o PMMA pode provocar uma reação imunológica ao longo do tempo, com inflamação na região", detalha.
Em situações de complicação, a retirada do material pode exigir cirurgia.
"A ressecção pode comprometer o formato da região e gerar cicatrizes.
São procedimentos de caráter reparador e reconstrutor, voltados à recuperação da saúde da paciente", acrescenta o médico.
Tecnologias também entram no tratamento da flacidez
Nem toda queixa relacionada aos glúteos envolve a necessidade de aumentar o volume.
Quando a principal preocupação é a flacidez da pele, algumas tecnologias podem ser utilizadas para estimular a produção de colágeno e melhorar a firmeza.
O ultrassom microfocado é uma delas.
De acordo com a dermatologista Paola Pomerantzeff, a energia emitida pelo equipamento alcança diferentes profundidades do tecido e promove aquecimento controlado, com estímulo à produção de colágeno.
Dependendo da tecnologia e da indicação, o tratamento também pode atuar sobre pequenas áreas de gordura.
A radiofrequência microagulhada é outra alternativa utilizada para a flacidez.
Nesse caso, pequenas agulhas conduzem energia para camadas específicas da pele, provocando um estímulo térmico que pode favorecer a formação de novas fibras de colágeno e melhorar a firmeza.
São procedimentos com indicações distintas e que não substituem a avaliação individual.
A escolha depende das características da pele, do grau de flacidez e do resultado esperado.
Quando o objetivo é ganhar músculo
A aparência dos glúteos também está relacionada à musculatura.
Por isso, exercícios de força continuam sendo uma das principais estratégias para quem busca aumento da massa muscular na região.
Há ainda tecnologias que provocam contrações musculares por meio de estímulos eletromagnéticos.
O dermatologista Abdo Salomão Jr.
diz que esses equipamentos procuram reproduzir estímulos intensos na musculatura.
O resultado esperado é o aumento da densidade muscular, que pode contribuir para a projeção dos glúteos.
Isso, no entanto, não equivale ao efeito de um preenchimento: são mecanismos diferentes e com objetivos distintos.
Cirurgia pode ser opção para quem busca mais volume
Quando a intenção é aumentar o volume e modificar o formato de maneira mais significativa, a cirurgia plástica também pode entrar na avaliação.
Um dos procedimentos utilizados para isso é a lipoenxertia, que aproveita gordura retirada de outra parte do próprio corpo para preencher a região dos glúteos.
Por utilizar tecido do próprio paciente, a técnica não envolve o mesmo tipo de rejeição associado a materiais estranhos ao organismo.
Ainda assim, parte da gordura enxertada pode ser reabsorvida ao longo do tempo, o que interfere no resultado final.
"É importante lembrar que a gordura se comporta como gordura.
O volume pode aumentar se a paciente ganhar peso e diminuir caso ela emagrece", pontua Carlos.
Além do volume e do contorno, a qualidade da pele também pode fazer parte da avaliação.
Procedimentos voltados à limpeza e à renovação da superfície são utilizados em alguns casos, inclusive quando há tendência à foliculite, mas a indicação depende da condição apresentada.
A variedade de técnicas disponíveis pode dar a impressão de que existe uma solução específica para cada incômodo.
Na prática, porém, a avaliação médica é o que define se há indicação de tratamento e qual abordagem faz sentido para cada caso.
Uma queixa de falta de volume não é tratada da mesma maneira que flacidez, assimetria, celulite ou alterações musculares e combinar procedimentos também não é uma regra.
Como conclui Heloise, diferentes técnicas podem ser associadas em determinadas situações.
O ponto de partida, antes de qualquer escolha, é entender o que de fato incomoda a paciente e qual estrutura está envolvida.