Ronaldo Caiado, candidato do PSD à Presidência
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O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, saiu em defesa do Banco Central (BC) nesta quinta-feira (27) e afirmou que a autoridade monetária não pode ser responsabilizada pelo alto patamar dos juros, atualmente em 14%.
Segundo ele, a função do BC é manter a inflação dentro da meta.
“A culpa dos juros é zero do Banco Central.
O Banco Central, simplesmente, é um organismo para estar com a inflação dentro da meta.
A obrigação do Banco Central é manter a meta”, disse em entrevista ao TMC 360.
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O candidato do PSD atribuiu o atual patamar dos juros à política fiscal do governo federal.
“Ora, se um governo é irresponsável na gastança, se ele entra no mercado de forma irresponsável, tomando dinheiro da maneira que ele está endividando o país, o que acontece?”, questionou.
“O que é juros? É preço do dinheiro.
(...).
Então o governo está pautando esta taxa de juros, não é o Banco Central que está pautando”, completou.
Caiado também atribuiu à gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) o aumento dos pedidos de recuperação judicial entre empresas brasileiras.
Segundo o candidato, a política de gastos do governo tem pressionado a economia e contribuído para a deterioração financeira das empresas.
A fala ocorre em meio a uma sequência recente de pedidos de recuperação judicial, como do Grupo Gennius, controlador do Habib’s, e do grupo Casas Bahia.
O Grupo Gennius atribui a crise à pandemia, ao avanço do delivery e ao salto dos juros.
A equipe econômica do governo rebate o argumento explorado pela oposição, de atrelar a gestão petista à crise do varejo, e pondera que há questões específicas envolvendo o setor, além de problemas internos das empresas.
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Sobre o fim da “taxa das blusinhas”, em análise no Congresso, Caiado disse ser favorável ao mercado aberto, mas com condições iguais para as empresas.
Caiado voltou a defender o fim da escala de trabalho 6x1, mas com discussão sobre os impactos para as micro e pequenas empresas.
“A posição de qualquer brasileiro, como a minha também, quem é que não é de acordo com a pessoa trabalhar menos e ganhar a mesma coisa? Ninguém é contra isso”, disse.
Segundo o ex-governador de Goiás, a proposta precisa ser discutida, no entanto, com mais amplitude, levando em consideração os impactos econômicos nos diferentes setores.
Ele também avaliou que a matéria deve ser aprovada no Senado com “quase unanimidade”.
Caiado também defendeu maior flexibilidade nas relações de trabalho e disse que o modelo tradicional da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) não atende mais às demandas da juventude.
Segundo ele, a digitalização e o avanço da inteligência artificial permitem conciliar trabalho, estudo e lazer de forma mais flexível.
“A pessoa não quer mais CLT, isso já tornou uma coisa arcaica”, disse.
