O candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, declarou nesta terça-feira que, se eleito, vai agir para conter as propagandas que incentivam as bets e a prática de apostas.
Ele disse que vai usar o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeira), estrutura vinculada ao Banco Central que tem como função apurar movimentações financeiras irregulares, e Receita Federal para restringir as apostas.
— Está dentro do meu plano as medidas iniciais que eu vou tomar contendo o processo de propaganda exaustiva, que está levando as pessoas a essa prática.
Depois, (temos que) mostrar os danos que têm trazido à população e ao mesmo tempo termos todo um sistema do Coaf e da Receita Federal para saber para onde está chegando o dinheiro — declarou.
Caiado falou sobre o assunto durante evento de representantes do setor de serviços com candidatos a presidente.
Perguntado se proibiria a prática de apostas, o candidato evitou responder.
Hoje, a divulgação dos sites de apostas eletrônicas, como as dedicadas a esportes, deve ser acompanhada de advertências sobre os riscos envolvendo o vício em jogos, além de uma proibição de que transmissões de jogos induzam apostas específicas de acordo com o placar.
Caiado também foi questionado sobre a saída do marqueteiro Paulo Vasconcelos de sua equipe.
O profissional informou a decisão ao candidato no sábado, dias depois de o vice da chapa e presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, ter sido comunicado da intenção.
Nas últimas semanas, Caiado intensificou os ataques a Flávio Bolsonaro, candidato do PL ao Palácio do Planalto, movimento que se deu a despeito das opiniões de Vasconcelos.
Ao comentar sobre o assunto, o candidato do PSD negou divergências e alegou o acúmulo de trabalho de Vasconcelos como justificativa para saída — o marqueteiro também cuida da campanha de Douglas Ruas (PL) no Rio e Mateus Simões (PSD) em Minas.
— O entendimento é que ele está fazendo também outras candidaturas e o Marcos (Carvalho, também da equipe de marketing de Caiado) está com dedicação exclusiva.
No evento, o ex-governador também disse que vai manter o Bolsa Família como política de Estado.
Apesar disso, declarou que é preciso estimular meios para a saída de pessoas do programa.
— O Bolsa Família sempre será mantido, isso não é política de candidato à presidência da República, é política de Estado.
Agora, melhorando a educação, combatendo a criminalidade, o narcotráfico, o jovem vai querer se profissionalizar na sua área, vai querer concluir o seu ensino médio, vai querer fazer uma faculdade e ele vai ter renda e vai sair do círculo vicioso
Caiado diz que vai ‘conter propaganda exaustiva’ de bets e defende uso do Coaf e Receita para mapear abusos
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