Após deixar o governo de Goiás, em março deste ano, para se dedicar à campanha para a Presidência da República, o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) tem conseguido transferir sua alta popularidade para o nome escolhido como seu sucessor, o governador Daniel Vilela (MDB), que lidera com folga as pesquisas de intenção de voto.
De acordo com os levantamentos da Genial/Quaest divulgados nesta semana, que abordam o panorama eleitoral de dez dos principais colégios eleitorais do país, a atual conjuntura faz dele uma exceção entre os gestores que buscam emplacar seus respectivos substitutos.
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Genial/Quaest: Em empate técnico, Juliana Brizola tem 24% das intenções de voto ao governo do RS, e Zucco marca 22%
O cenário é o oposto em estados como Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
No Pará, a governadora Hana Ghassan (MDB), herdeira de Helder Barbalho (MDB), está numericamente à frente de seu principal adversário, mas em disputa que configura empate técnico.
Em Goiás, Vilela possui 37% das intenções de voto no primeiro turno.
Assim como no levantamento anterior, divulgado em abril, ele é seguido pelo ex-governador Marconi Perillo, do PSDB, que marca novamente 21%.
Para 56%, no entanto, a escolha do voto ainda pode mudar, enquanto 41% afirmam que o candidato já é definitivo.
O governador busca herdar o capital político de Caiado, que, conforme a pesquisa, é aprovado por 87% dos goianos.
A avaliação positiva da gestão do presidenciável chegou a 72% neste mês, contra somente 4% que a consideram negativa.
Com três meses ocupando a cadeira no Palácio das Esmeraldas, Vilela tem aprovação de 64% da população, contra 12% que o desaprovam, e sua gestão é considerada positiva para 53%.
Ao mesmo tempo, 71% afirmam que Caiado merece reeleger seu sucessor em outubro.
Para 41%, o próximo governador deve mudar "apenas o que não está bom", e 36% avaliam que é preciso "continuar o trabalho que vem sendo feito".
Outros 41% preferem um candidato independente, e 33% preferem um aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
No estado, o PL lançou o senador Wilder Morais — que aparece em terceiro na pesquisa, com 11% das intenções de voto.
A boa imagem de Caiado também é evidenciada na disputa pelo Senado, em que sua esposa, a ex-primeira-dama Gracinha Caiado (União) lidera a corrida eleitoral com 20%.
Os outros adversários dela na busca pelas duas vagas no Congresso, por sua vez, alcançam no máximo 10%.
Após o rompimento com o PL, que decidiu lançar Wilder, o ex-governador ampliou sua capilaridade política e passou a atrair o apoio de prefeitos e lideranças da legenda adversária, fortalecendo sua base governista.
Na disputa pelo Senado, Caiado lançou o senador Vanderlan Cardoso (PSD), o deputado Zacharias Calil (MDB) e o ex-prefeito Gustavo Mendanha (PRD).
De partidos diferentes, os três aparecem tecnicamente empatados com o deputado federal bolsonarista Gustavo Gayer (PL) em segundo lugar.
Situação adversa
Caiado foi designado como candidato ao Palácio do Planalto após vencer uma disputa interna no PSD contra os governadores Ratinho Junior (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul).
O líder paranaense decidiu abdicar do voo presidencial para se dedicar em derrotar o senador Sergio Moro (PL), favorito nas pesquisas até o momento, enquanto Leite acabou preterido pelo presidente da sigla, Gilberto Kassab.
No Paraná, no cenário mais amplo de primeiro turno, Moro lidera com 39% das intenções de voto, enquanto o candidato de Ratinho — o ex-secretário de Infraestrutura Sandro Alex (PSD) — aparece numericamente apenas na quarta colocação, com 7%.
Em um eventual segundo turno entre eles, a vantagem do ex-juiz sobe para 50%, enquanto Sandro Alex pontua 18%.
Da mesma forma que Caiado, Ratinho também possui uma alta aprovação no estado, de 81%, com avaliação positiva da gestão chegando a 68%, o que não reflete imediatamente em uma performance mais robusta de Sandro Alex.
Dentre os principais concorrentes, o sucessor é o menos rejeitado, com 17%, e o mais desconhecido pelos eleitores (68%).
No Rio Grande do Sul, o panorama é semelhante.
O vice-governador Gabriel Souza (MDB), em pesquisa divulgada nesta quinta-feira, aparece somente com 6% das intenções de voto, atrás de Luciano Zucco (PL), com 21%, e Juliana Brizola (PDT), com 24%.
No estado, 51% da população diz que Leite não merece eleger o sucessor, apesar de sua aprovação (48%) ser mais do que a desaprovação (42%).
Ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), outro pré-candidato à Presidência, passa pela mesma dificuldade em busca de eleger seu sucessor, o atual governador Mateus Simões (PSD).
No cenário de primeiro turno sem o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) — cuja candidatura ainda é considerada incerta —, Simões tem 9% das intenções de voto.
Antes dele aparecem Alexandre Kalil (PDT), com 15%, e Patrus Ananias (PT), com 13%.
Já no Rio de Janeiro, o presidente da Assembleia Legislativa (Alerj), Douglas Ruas (RJ), possui 10% das intenções de voto, empatado numericamente com Anthony Garotinho (Republicanos).
Ambos estão atrás do ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), que lidera de maneira isolada, com 10%.
Ruas foi escolhido para ser o palanque do senador Flávio Bolsonaro (PL) em sua campanha à Presidência, sendo apontado como o sucessor do ex-governador Cláudio Castro (PL).
No entanto, após Castro ter sido alvo de constantes operações da Polícia Federal (PF), o que o fez desistir de disputar o Senado, o deputado do PL passou a tentar se desvencilhar do ex-governador.
Entre os eleitores fluminenses, conforme a Genial/Quaest, 64% dizem que Castro não merece eleger um sucessor, e sua gestão é desaprovada por 54% da população.
O trabalho do ex-governador é considerado negativo para 40%, enquanto 18% avaliam ter sido positivo.
Disputa paraense
No Pará, a governadora Hana Ghassan (MDB) assumiu o controle do estado em abril, após a saída de Helder Barbalho (MDB) para concorrer ao Senado.
Para 57% da população, o ex-governador merece eleger seu sucessor ao governo, enquanto 36% pensam o contrário.
Nesta rodada, Hana passou a liderar numericamente a corrida eleitoral, variando entre 24% e 25% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto seu principal adversário, o ex-prefeito de Ananindeua Dr.
Daniel Santos (Podemos), marca entre 20 e 23%.
Na última divulgação, no mês em que assumiu o cargo, a governadora alcançava no máximo 22%, contra 24% do ex-prefeito.
Em um eventual segundo turno, ela aparece com 36% das intenções de voto, contra 35% de Daniel.
Em comparação com a divulgação anterior, em abril, o ex-prefeito liderava com 34%, enquanto Hana marcava 29%.
Todos os cenários representam empate técnico devido à margem de erro de três pontos percentuais.
