Um dos principais temas do debate eleitoral deste ano, a segurança pública é tratada com mais recorrência por Ronaldo Caiado (PSD) nas redes sociais entre os presidenciáveis.
O maior engajamento em postagens do campo, entretanto, ocorreu no perfil de Renan Santos (Missão).
É o que mostra relatório do Instituto Democracia em Xeque, em parceria com o Instituto Sou da Paz, que mediu menções entre os dias 8 e 16 de agosto nas plataformas digitais.
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Caiado fez 32 postagens sobre o tema, seguido por Renan, com 12, Romeu Zema (Novo) e Hertz Dias (PSTU), com quatro, e Flávio Bolsonaro (PL), com 3.
O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro havia realizado 24 publicações sobre segurança pública na rodada anterior do estudo, que mediu entre 31 de julho e 7 de agosto.
Já Lula (PT), Samara Martins (UP) e Edimilson Costa (PCB) tiveram um post contabilizado no relatório atual.
Segundo o estudo, Renan teve maior engajamento ao inserir "como elemento central do anúncio da sua candidatura o slogan de que bandido tem que ser preso ou morto" — o post conquistou 98 mil interações.
Campanha eleitoral
A corrida eleitoral começou oficialmente no domingo e o tema da segurança pública se sobressaiu.
Veja as principais promessas feitas pelos principais candidatos na estreia dos palanques:
Lula, Flávio Bolsonaro, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Renan Santos começaram a corrida pela presidência
Agência O Globo, Inter TV e divulgação
Lula
O presidente prometeu criar um Ministério da Segurança Pública.
A nova pasta, segundo ele, teria a função de dividir responsabilidades entre União, estados e municípios no combate às organizações criminosas.
Ele também afirmou que pretende ampliar o enfrentamento às facções e prender aqueles que se consideram “donos” de favelas e bairros pobres.
Lula fez questão de se comparar com seu antecessor, afirmando que apreendeu R$ 35 bilhões do crime organizado enquanto o governo de Jair Bolsonaro apreendeu R$ 1 bilhão.
Flávio Bolsonaro
O candidato do PL prometeu classificar organizações como PCC, Comando Vermelho e milícias como terroristas, além de defender o endurecimento das medidas contra criminosos.
A segurança foi apresentada como uma das principais marcas de sua candidatura, acompanhada de críticas ao governo federal.
Flávio também reafirmou que vai atuar em prol da redução da maioridade penal e da castração química para condenados por estupro.
Romeu Zema
O candidato do Novo prometeu construir um “superpresídio” para líderes de facções criminosas, além de defender o endurecimento do combate ao crime.
"O problema do Brasil é que bandido fica solto", afirmou.
Ronaldo Caiado
A principal bandeira apresentada por Caiado na largada foi a promessa de levar para o país o modelo de combate ao crime que ele atribui à sua gestão em Goiás.
O candidato busca se diferenciar tanto de Lula quanto de Flávio Bolsonaro, apresentando-se como uma alternativa de direita com experiência administrativa e foco no enfrentamento às organizações criminosas.
Renan Santos
O candidato do Missão apareceu usando um colete à prova de balas e teve como principal palavra de ordem a expressão "prendeu, matou", associada à proposta de prender criminosos que se rendam e promover confronto quando houver resistência armada.
Renan afirmou que pretende transformar o combate às facções em uma das prioridades de seu governo e citou PCC e Comando Vermelho ao defender uma política de enfrentamento radical ao crime organizado.
Também disse querer transformar o Brasil em uma das nações mais potentes do mundo e prometeu um governo "duro, rígido e firme" diante de adversários internos e externos.
