Caixa atinge pela primeira vez a marca de R$ 1 trilhão no crédito habitacional, alta de 15% em 12 meses - QTU Questões do Universo

Caixa atinge pela primeira vez a marca de R$ 1 trilhão no crédito habitacional, alta de 15% em 12 meses

Fonte: Bandeira da fonte

A Caixa superou pela primeira vez a marca de R$ 1 trilhão em saldo na sua carteira de crédito imobiliário no segundo trimestre de 2026.
O valor equivale a um crescimento de 15% em 12 meses e de 4% em relação ao trimestre anterior.
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O crédito imobiliário representa 69,4% da carteira de crédito total da Caixa, que também apresentou expansão de 11,9% na comparação anual, encerrando o período em R$ 1,448 trilhão.
A Caixa tem uma participação de 67,7% na oferta de crédito imobiliário do país.
O FGTS financiou a maior parte (61,5%) das operações habitacionais do banco público, chegando a R$ 618 bilhões, alta anual de 18%.
A parcela financiada com recursos próprios da Caixa (como poupança e recursos livres) alcançou R$ 387 bilhões, uma expansão de 10,2%.
Esse avanço foi amparado pelo crescimento de 3,9% nos depósitos de poupança (que totalizaram R$ 405,6 bilhões) e pelo salto expressivo de 21,8% nas Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), que somaram R$ 271 bilhões.
Lucro de R$ 3,9 bilhões
Para o presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, o resultado do segundo trimestre deve ser muito celebrado, principalmente por ocorrer em um período de forte volatilidade.
No período, o banco teve lucro líquido recorrente atingiu R$ 3,9 bilhões, o que representa uma alta de 5,9% em relação ao segundo trimestre de 2025 e 12,4% em relaão ao trimestre anterior.
— Todos nós sabemos que o segundo trimestre deste ano, para o mercado como um todo, para o mercado financeiro em particular, foi extremamente desafiador.
Mas a Caixa colhe números que são muito significativos — disse Vieiram.
No âmbito do programa Minha Casa Minha Vida, as contratações atingiram R$ 73,5 bilhões no primeiro semestre, salto de 38% na base anual.
A inadimplência da carteira habitacional recuou de 1,60% em março de 2026 para 1,45% em junho.
O vice-presidente financeiro, Marcos Brasiliano, disse que a margem financeira bruta do banco cresceu 20,2% em termos anuais, atingindo R$ 19,664 bilhões.
— A recomposição dessa margem financeira poderia ser mais rápida se a gente desacelerasse o crédito e deixasse de cumprir com esse mandato que nós temos de ser um agente indutor no desenvolvimento do país — destacou Brasiliano, lembrando ainda o desempenho positivo de outras receitas de prestação de serviços, que cresceram 12,9% no período, impulsionadas pelo avanço em cartões e seguros.
Apesar dos resultados operacionais positivos, a rentabilidade da Caixa medida pelo Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE) recuou para 9,16% (queda de 2,70 pontos percentuais em um ano).
Essa retração foi motivada por um salto anual de 97,6% nas despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa (PDD), que alcançaram R$ 7 bilhões no trimestre.
Segundo a administração da Caixa, o incremento expressivo decorre da transição para as regras da Resolução CMN 4.966/21 do Banco Central, que exige que as instituições financeiras provisionem recursos com base em perdas esperadas no futuro, e não apenas nas perdas já ocorridas.
O índice de inadimplência geral da Caixa (atrasos acima de 90 dias) encerrou o segundo trimestre em 3,64%, um aumento de 0,98 ponto percentual quando comparado aos 2,66% registrados em junho de 2025, mas uma melhora trimestral em relação aos 3,71% apurados em março de 2026.
Digitalização do banco
Para a segunda metade de 2026, Carlos Vieira projeta um período decisivo para consolidar a transformação digital da Caixa.
O banco investiu R$ 2,5 bilhões em tecnologia no primeiro semestre e já atingiu o patamar de 100% dos empregados operando com inteligência artificial (IA) embarcada.
Segundo o executivo, o uso da tecnologia tem provocado um "impacto muito grande" na automação e eficiência das tarefas do banco
Esse investimento tecnológico tem gerado forte captação de novos clientes digitais.
Foram abertas 5,2 milhões de contas digitais desde junho do ano passado, sendo que 42% desse total pertence à Geração Z.
No total, a Caixa atende hoje a uma base de 160,4 milhões de clientes.