A Caixa retomou o patrocínio à Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) após suspendê-lo temporariamente devido a publicações de caráter político feitas por ex-atletas vinculados ao programa Ídolos do Atletismo, apoiado pelo banco público.
A medida foi tomada após a repercussão de um post do ex-velocista olímpico André Domingos no qual ele aparece abraçado a Jair Bolsonaro e o chama de “meu querido amigo”.
Na imagem, o atleta vestia um uniforme com a logo da Caixa e ainda usou hashtags com referência à instituição.
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Também contribuíram para a decisão publicações feitas durante a inauguração da pista Ícaro de Castro Mello, em julho, com elogios ao grupo político de Bolsonaro e a Tarcísio de Freitas em conteúdos apresentados como contrapartida ao patrocinador.
O caso foi revelado por Demétrio Vecchioli, no Metrópoles.
Ao notificar a confederação, a Caixa exigiu garantias de que a entidade tomaria providências para aprimorar seus processos internos e de monitoramento.
Depois do episódio, dias atrás, a Caixa promoveu uma reunião com a CBAt, o COB e outras entidades esportivas patrocinadas pelo banco para alinhar o cumprimento de cláusulas e reforçar boas práticas.
A CBAt então apresentou ao banco as medidas que adotaria (algumas já em andamento), entre elas a contratação de uma ferramenta especializada em monitoramento.
A entidade também se comprometeu a entregar um plano de compromisso para evitar situações semelhantes se repitam.
Na semana passada, segundo apurou a coluna, a Caixa enviou um ofício à CBAt por meio do qual comunicou a retomada do patrocínio com algumas ressalvas.
O banco pontuou que a modulação da medida visa dar continuidade a atividades e obrigações previstas em contrato, com a proteção da imagem e de ativos da Caixa.
Em outras palavras, mantém o patrocínio ativo, mas sem impedir a apuração dos fatos e novas providências que se mostrem pertinentes.
A própria CBAt reconheceu que os mecanismos existentes até então eram apenas reativos.
A entidade indicou que vai ter uma postura mais ativa em relação ao monitoramento de conteúdos.
Foi um dos fatores decisivos para a liberação do acordo.
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