A campanha de Fernando Haddad ao governo de São Paulo estuda propor o uso de câmeras corporais nos policiais com gravação ininterrupta e um programa de “alistamento civil” para jovens em situação de vulnerabilidade.
As propostas vão fazer parte do plano de segurança pública da candidatura petista, que será divulgado nos próximos dias.
A proposta de alistamento civil foi feita pelo candidato a vice Márcio França, do PSB.
França detalhou à CBN o funcionamento do programa, adotado por ele quando foi Prefeito de São Vicente, na Baixada Santista:
“O alistamento civil não tem uma função de segurança pública, mas aparenta ter.
Eles andam uniformizados, com rádio de comunicação, e prestam serviço nas ruas.
Fazem uma orientação na rua, cuidam do trânsito, de primeiros socorros, fazem anotações e têm o contato com os comandos da Polícia Civil, Militar e Guarda Municipal.”
Segundo França, o projeto contaria com 200 mil vagas em todo o estado, e custaria cerca de R$ 1 mil por jovem alistado.
O plano da campanha para a segurança pública também vai defender um modelo de gravações ininterruptas das câmeras corporais dos policiais.
Atualmente, a câmera pode ser acionada pelo policial no local da ocorrência ou de forma remota por agentes no Centro de Operações da PM.
A campanha pretende ainda dedicar um capítulo ao uso da inteligência artificial (IA) para identificação e análise automatizada de dados, e atuar para reduzir os índices de letalidade policial.
A violência é a principal preocupação dos paulistas, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada em abril.
Haddad tem consultado especialistas nos últimos meses, entre eles Leandro Piquet, professor da Universidade de São Paulo (USP), e Benedito Mariano, sociólogo do Instituto para Reforma das Relações entre Estado e Empresa (IREE).
O petista tem consultado também ex-coronéis da Polícia Militar e José Luiz Datena, ex-candidato à Prefeitura de São Paulo.
O apresentador encabeçava coberturas sobre segurança pública em horário nobre da televisão, além de possuir boa interlocução com autoridades da área.
Os últimos detalhes são discutidos nesta segunda-feira com o vice Márcio França e ex-coronéis da PM.
A reunião acontece porque Haddad pretende apresentar propostas de segurança antes do plano de governo como um todo.
