Campanha de Lula vê respiro com novos repasses a

Campanha de Lula vê respiro com novos repasses a 'Dark Horse', e deve explorar fato nas redes

Fonte: Bandeira da fonte

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai explorar nas redes sociais a revelação de que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro repassou ao filme "Dark Horse" mais recursos do que o valor admitido inicialmente pelo senador Flávio Bolsonaro (PL).
Os novos fatos são vistos pelo PT como um respiro em meio ao caso envolvendo o filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, mas deverão ser melhor aproveitados na internet, enquanto a propaganda eleitoral será dedicada à apresentação de propostas concretas.

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Nesta manhã, a equipe petista fez uma série de reuniões para tratar sobre os repasses feitos por Vorcaro para o filme que trata da cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo informações reveladas nesta terça-feira (1) pela revista Piauí e confirmadas pelo Valor, uma nova parcela de Vorcaro ao filme, no valor de US$ 1,6 milhão, foi identificada em setembro de 2025.

Nos debates do partido, a avaliação é que o fato dá um alívio à campanha, mesmo que por ora, seja um momento considerado delicado para a reeleição de Lula.
Isso porque, nas últimas semanas, a leitura é que a equipe petista estava na defensiva contra os supostos envolvimentos entre a empresária Roberta Luchsinger, Lulinha, e o ex-chefe do Gabinete Pessoal da Presidência da República Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola.

Agora, o entorno do chefe do Executivo pretende fazer uma força-tarefa para dar destaque ao repasse de Vorcaro ao "Dark Horse".
Contudo, o cálculo feito até o momento é que essa ofensiva deve ficar limitada, por enquanto, nas redes sociais, e não ser levada à propaganda eleitoral.

A avaliação é que a repercussão deve ser maior se focada nas redes sociais, onde pode, inclusive, viralizar de forma orgânica e com ajuda da militância.
Dessa forma, a campanha estabelece alguns porta-vozes para isso.
O ministro da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos, é um dos interlocutores escalados para gravar vídeos e repercutir as novas revelações, como tem feito em outras situações.

Segundo aliados, o público-alvo da propaganda eleitoral, contudo, é outro e, portanto, a abordagem deve ser diferente.
De olho nisso, a decisão do momento é que Lula não deve regravar os vídeos que serão transmitidos nesta semana, que têm como foco ações concretas de um eventual novo mandato.
De acordo com essa leitura, manter a estratégia de destacar os planos de governo para uma possível nova gestão dialoga mais com o público da televisão e rádio.

Nos grupos lulistas, ligado à campanha, as mensagens já passaram a ser disparadas pouco depois da publicação da matéria.
"Cadê o dinheiro, Flávio? Os aposentados roubados no maior escândalo de corrupção da história do Brasil querem saber!", diz a mensagem compartilhada, procurando fazer uma ligação mais concreta entre o caso e a população.

A campanha usou até o espaço institucional para relembrar o caso do adversário.
Na página oficial de Lula, o partido publicou o texto "Do 'nunca tive contato' ao 'pergunta para a produtora': as oito versões de Flávio sobre Vorcaro", citando o envolvimento entre os dois desde 2024, com base em matérias da imprensa.

O montante revelado hoje pela revista piauí teria sido enviado ao Havengate Development Fund, fundo indicado por Flávio nos Estados Unidos para supostamente financiar “Dark Horse”.
Com a nova transferência identificada pelo Coaf, o valor total repassado ao fundo seria ainda maior do que os US$ 10,6 milhões revelados pelo site Intercept Brasil no mês de maio.
O valor também contraria a versão dada por Flávio em entrevista à GloboNews, após a revelação das negociações com Vorcaro, na qual disse que o último repasse seria de maio de 2025.

O uso do fundo no exterior para supostamente financiar um filme gravado no Brasil está no centro das investigações da PF.
Como mostrou o Valor, há suspeita de evasão de divisas e até de eventual uso de recursos do fundo para custear despesas do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, já que o fundo está em nome de um advogado de imigração próximo a ele.