As três candidaturas da extrema esquerda ao governo de São Paulo, que somadas obtiveram 6% das intenções de voto no Datafolha divulgado nesta sexta-feira, defendem uma reformulação completa das polícias.
A proposta mais extrema é a do PCO.
Para o Partido da Causa Operária, a solução dos problemas da violência passa pela completa dissolução das corporações.
Sua candidata, Izadora Dias, defende o direito de autodefesa da população, por meio do armamento civil e da criação de comitês com esse fim nos bairros.
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— O armamento é um direito democrático do cidadão, de poder se defender.
No geral, biologicamente falando, as mulheres são menores do que os homens, e eu poderia usar do armamento para me proteger diante de uma ameaça real, uma situação de violência de um homem contra mim.
Traria uma segurança para mim que sou mulher, e também para uma pessoa que acha a necessidade de se defender.
A gente não defende isso só para um setor da população, a gente defende isso para a população no geral — afirmou.
As candidaturas do PCB e da UP também são críticas ao atual modelo de segurança.
Mas, diferentemente do PCO, os partidos não defendem o fim das polícias, e sim a desmilitarização.
O entendimento é de que a hierarquização militar interfere na relação entre os agentes policiais e a população, diminuindo a compreensão, por parte das corporações, das dificuldades vividas pelo povo.
Mas há uma discordância entre os dois partidos sobre a tutela da segurança pública.
Para o candidato do PCB, Carlos Machado, o setor deveria ser regulado, administrado e planejado pela própria população via conselhos populares:
— Desmilitarizar, deixar (sa polícia civil.
Investir do ponto de vista da tecnologia, no combate ao crime organizado.
E, principalmente, reinvestir na segurança das minorias."
Já para a candidata da Unidade Popular, apesar da necessidade de aproximação entre polícias e a sociedade civil, a fiscalização de agentes ficaria a cargo de corregedorias.
Vivan Mendes defende que a proposta iria ampliar os mecanismos independentes de investigação de abusos cometidos por agentes do Estado:
— A hierarquização impede que você tenha qualquer tipo de denúncia, de crítica ou de controle mais popular.
Ou mesmo dos policiais de baixa patente, sobre o que acontece nas polícias.
Essa hierarquia promove essa violência no seu cotidiano.
A única candidatura à direita com menos de 2% de intenções de voto é a do Agir, encampada Edjane Lima de Sousa, ou a Policial Edjane.
A candidata não registrou um plano de governo no Tribunal Superior Eleitoral e não atendeu ao pedido de entrevista da CBN.
Nas redes sociais, a candidata foca o discurso no campo da segurança pública na oferta de melhores condições de trabalho e vida para os agentes de segurança.
— A gente tem prédios ociosos pela cidade de São Paulo.
Então o que a gente vai fazer? Vamos reformar esses prédios, dar moradia para os policiais e seus familiares.
A gente fala policiais, mas precisa falar das forças de segurança.
É uma medida imediata que já vai resolver parte do problema.
A gente tem um local, é só fazer isso.
Vamos reformar esses apartamentos, esses prédios, e dar de moradia para os nossos policiais da segurança — afirmou.
Edjane tem 49 anos, e atua há 30 como policial militar.
A vice na chapa é Renata Bolsonaro, que, apesar do nome, não tem parentesco com o ex-presidente.
Candidaturas 'nanicas' ao governo de São Paulo são dominadas pela extrema esquerda, que propõe fim da PM
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