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Candidaturas 'nanicas' ao governo de SP são dominadas pela esquerda radical, que propõe fim da PM

Fonte: Bandeira da fonte

As três candidaturas da esquerda radical ao governo de São Paulo que contam com menos de 2% das intenções de voto nas últimas pesquisas defendem uma reformulação completa das polícias.
A proposta mais extrema é a do PCO.
Para o Partido da Causa Operária, a solução dos problemas da violência passa pela completa dissolução das polícias.
A candidata Izadora Dias defende o direito de autodefesa da população, por meio do armamento civil e da criação de comitês de autodefesa nos bairros.

"O armamento da população é um direito democrático do cidadão, poder se defender - no caso das mulheres.
No geral, biologicamente falando, as mulheres são menores do que os homens, e eu poderia usar do armamento para me proteger diante de uma ameaça real, uma situação de violência de um homem contra mim.
Traria uma segurança para mim que sou mulher, e também para uma pessoa que acha a necessidade de se defender.
A gente não defende isso só para um setor da população, a gente defende isso para a população no geral", argumenta.

As candidaturas do PCB e da UP também são críticas ao atual modelo de segurança.
Mas, diferente do PCO, os partidos não defendem o fim das polícias, e sim a desmilitarização.
O entendimento é de que a hierarquização militar interfere na relação entre os agentes policiais e a população, diminuindo a compreensão, por parte das corporações, das dificuldades vividas pelo povo.
Mas há uma discordândia entre os dois partidos sobre a tutela da segurança pública.
Para o candidato do PCB, Carlos Machado, o setor deveria ser regulado, administrado e planejado pela própria população via conselhos populares.
"Desmilitarizar, deixar a polícia civil.
Investir do ponto de vista da tecnologia, no combate ao crime organizado.
E, principalmente, reinvestir na segurança das minorias", defende.

Já para a candidata da Unidade Popular, apesar da necessidade de aproximação entre polícias e a sociedade civil, a fiscalização de agentes ficaria a cargo de corregedorias.
Vivian Mendes defende que a proposta iria ampliar os mecanismos independentes de investigação de abusos cometidos por agentes do Estado.
"A hierarquização impede que você tenha qualquer tipo de denúncia, de crítica ou de controle mais popular.
Ou mesmo dos policiais de baixa patente, sobre o que acontece nas polícias.
Essa hierarquia promove essa violência no seu cotidiano", afirma.

A única candidatura à direita com menos de 2% de intenções de voto é a do Agir, encampada por Edjane Lima de Sousa, ou a Policial Edjane.
A candidata não registrou um plano de governo no Tribunal Superior Eleitoral e não atendeu ao pedido de entrevista da CBN.
Nas redes sociais, a candidata foca o discurso no campo da segurança pública na oferta de melhores condições de trabalho e vida para os agentes de segurança.
"A gente tem prédios ociosos pela cidade de São Paulo.
Então o que a gente vai fazer? Vamos reformar esses prédios, dar moradia para os policiais e seus familiares.
A gente fala policiais, mas precisa falar das forças de segurança.
É uma medida imediata que já vai resolver parte do problema.
A gente tem um local, é só fazer isso.
Vamos reformar esses apartamentos, esses prédios, e dar de moradia para os nossos policiais da segurança", diz.

Edjane tem 49 anos, e atua há 30 como policial militar.
A vice na chapa é Renata Bolsonaro, que apesar do nome não tem parentesco com o ex-presidente.