Canetas emagrecedoras chegam às crianças: prescrições a pacientes abaixo dos 12 anos crescem 310 vezes nos EUA

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Fonte da notícia: Epoca Negócios Epoca Negócios

O uso de medicamentos da classe dos GLP-1 para tratar obesidade entre crianças de 8 a 11 anos ainda é raro nos Estados Unidos, mas está crescendo rapidamente. A proporção de crianças dessa faixa etária com obesidade e sem diabetes que receberam prescrições desses medicamentos aumentou 310 vezes entre 2019 e 2026, segundo um novo estudo publicado nesta sexta-feira, 4 de setembro, na revista científica Pediatrics. Conduzido por pesquisadores da NYU Langone Health, o levantamento analisou registros eletrônicos de saúde e identificou 20.282 crianças de 8 a 11 anos que receberam medicamentos GLP-1 ao longo do período estudado. Entre crianças com obesidade e sem diabetes, a parcela que recebeu prescrições passou de 0,03% em 2019 para 9,3% em 2026. Apesar da forte alta, os pesquisadores afirmam que o uso desses medicamentos entre menores de 12 anos continua baixo em números absolutos. Entre as crianças que receberam GLP-1, 93,7% apresentavam obesidade grave. Além disso, 65,2% tinham pelo menos uma condição associada à obesidade, como colesterol alto, hipertensão ou apneia do sono. Um quarto estava em condição de pré-diabetes. O estudo também encontrou diferenças no acesso aos medicamentos. Crianças com obesidade que viviam em comunidades de renda mais alta tinham probabilidade 55% maior de receber uma prescrição de GLP-1. Meninas também receberam os medicamentos com maior frequência do que meninos. “Nosso estudo oferece a primeira visão nacional do uso de medicamentos GLP-1 em crianças pequenas para combater a epidemia de obesidade nos Estados Unidos e mostra que, embora o número absoluto de crianças menores de 12 anos recebendo o tratamento ainda seja baixo, o uso está acelerando rapidamente”, afirmou Babak J. Orandi, principal autor do estudo e professor associado da NYU Grossman School of Medicine. Para chegar aos resultados, os pesquisadores utilizaram o Epic Cosmos, banco de dados que reúne registros eletrônicos de saúde de mais de 300 milhões de pacientes nos Estados Unidos, provenientes de 2.067 hospitais e 47.100 clínicas. O trabalho é observacional e analisou padrões de prescrição, não a eficácia ou a segurança de longo prazo do uso desses medicamentos em crianças. Segundo Orandi, será necessário acompanhar esses pacientes por períodos mais longos. Ensaios clínicos com medicamentos da classe já estão em andamento com crianças com obesidade a partir dos 6 anos. Mais Lidas

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