O montante R$ 1,2 bilhão captado recentemente pela ISA Energia Brasil por meio de oferta pública subsequente (“follow-on”) tem como destino o descruzamento de ativos que a companhia fez com a Axia Energia, e a intensificação de investimentos em obras de reforços e melhorias.
As informações são da diretora executiva de finanças, Silvia Wada, ao Valor, nesta segunda-feira (3).
A operação com a Axia teve a conclusão anunciada na sexta-feira (31) e viabiliza que a ISA Energia Brasil fique integralmente com 100% da Interligação Elétrica do Madeira, e que a Axia fique com a Interligação Elétrica Garanhuns.
Para além desta operação, disse a executiva, a transação dá “mais flexibilidade no sentido de intensificar os investimentos em reforços e melhorias de agora em diante”.
Essas obras são feitas em infraestruturas que já são da companhia, mediante aval do governo, viabilizando a modernização e melhor desempenho dos ativos, com consequente ganho de receita.
No segundo trimestre, só esta frente recebeu R$ 445 milhões em aportes, aumento de 17% ante igual etapa do ano passado.
O aumento coincide com a redução esperada de investimento em projetos “greenfield” (desenvolvidos do zero), conforme planejamento anunciado pela transmissora.
Nos últimos 12 meses, a companhia entregou quatro projetos licitados e tem mais dois em construção, que, quando entrarem em operação, trarão R$ 600 milhões de receita anual, destacou a executiva.
Neste contexto, a empresa deixou de participar dos leilões de transmissão recentes e manterá essa posição para o certame marcado para outubro.
Em relação ao leilão de baterias, a decisão segue em estudo.
“A gente está estudando com bastante disciplina para entender quais vão ser as condições.
O edital acabou de entrar em consulta pública, vamos entender também qual vai ser o ambiente competitivo”, completou Wada.
A empresa já opera um sistema de armazenamento com baterias em Registro, litoral sul de São Paulo, desde o fim de 2022.
