Antes de serem um dos casais mais conhecidos da televisão brasileira, Glória Menezes e Tarcísio Meira foram dois jovens atores tentando abrir caminho no teatro.
Foi nos bastidores de “As feiticeiras de Salém”, em 1960, que Tarcísio, então com 25 anos, viu Glória pela primeira vez.
A lembrança, contada por ele em entrevista ao GLOBO em 2015, tinha o tom de uma paixão fulminante.
Artista: Morre Glória Menezes, atriz pioneira com mais de 60 anos de carreira
— Estava ensaiando a peça “As feiticeiras de Salém”, dirigida por Antunes Filho, e, de repente, passou aquela coisinha linda.
Eu falei: “O que é isso?” — relembrou o ator.
Algum tempo depois, os dois foram chamados para fazer o teleteatro “Uma Pires Camargo”, em 1961, na TV Tupi.
Foi ali que a admiração virou amizade e, pouco depois, romance.
O Memória Globo conta que aquele foi o primeiro trabalho dos dois juntos na televisão e que eles se casaram no ano seguinte.
No ano seguinte, Glória protagonizou, ao lado de Tarcísio Meira, a primeira novela diária da TV brasileira: '25499 Ocupado', transmitida ao vivo pela Excelsior.
“Na Excelsior havia alguns diretores argentinos, e eles insistiam que a gente fizesse novelas.
A gente reagia contra, porque não era teatro, era uma coisa nova, diferente.
Não nos sentíamos à vontade fazendo, mas fizemos porque éramos contratados da emissora.
E nos espantamos ao ver que dias depois da estreia a novela era um sucesso”, lembrou Tarcísio Meira no programa "Os casais que amamos", do Viva.
Na Globo, debutou em grande estilo, como a heroína Doña Sol, de "Sangue e Areia" (1967).
Na trama, ela fazia par romântico com Tarcísio Meira, com quem foi casada por mais de 50 anos, até o falecimento do ator, em 2021.
Juntos, Tarcísio e Glória protagonizaram diversos espetáculos, incluindo um seriado dedicado a eles: "Tarcísio & Glória", com direção de Daniel Filho, uma trama ficcional que narrava o relacionamento entre um empresário corrupto e uma extraterrestre.
O espectador exigiu, e Glória voltou a atuar ao lado de Tarcísio em "Rosa Rebelde" (1969), também de Janete Clair.
Em 1970, o casal fez outra novela da autora, "Irmãos Coragem", um sucesso até então sem precedentes na TV brasileira.
O sucesso do casal se repetiu em "O homem que deve morrer" (1971), também de Janete Clair; "Cavalo de aço" (1973), de Walther Negrão; e em "O Semideus" (1973), outra de Janete.
Galerias Relacionadas
