Caso de ateliê de noivas em SP: o que acontece com quem pagou pelo vestido e não recebeu? Entenda os direitos - QTU Questões do Universo

Caso de ateliê de noivas em SP: o que acontece com quem pagou pelo vestido e não recebeu? Entenda os direitos

Fonte: Bandeira da fonte

A investigação sobre a My Vintage Dress, ateliê de vestidos de noiva em Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo, abriu uma nova frente para clientes que, a poucos dias do casamento, afirmam ter pago pelas peças sem recebê-las dentro do prazo combinado.
Nesta quarta-feira, a Polícia Civil informou que passou a registrar os casos como estelionato, enquanto o Procon cobra explicações da empresa e um cronograma para as entregas.
Peças não entregues, clientes revoltadas e polícia: noivas ficam sem vestidos após fechamento repentino de loja em São Paulo
As denúncias surgiram após noivas relatarem dificuldades para retirar os vestidos e conseguir contato com a loja.
O caso ganhou repercussão depois que clientes e familiares foram até o estabelecimento em busca de respostas, em episódios que terminaram com tumulto e acionamento da Polícia Militar.
O que acontece com as clientes?
Segundo a Secretaria da Segurança Pública, as ocorrências estão sendo registradas pelo 14º Distrito Policial de Pinheiros ou pela Delegacia Eletrônica.
A Polícia Civil informou que analisa os casos e encaminha as ocorrências às unidades responsáveis pelos endereços das vítimas.
O Procon também chamou a proprietária da empresa, Camila Rossi, para prestar esclarecimentos e apresentar um cronograma de entregas.
Para o diretor-executivo do órgão, Luis Orsatti Filho, dificuldades enfrentadas pela loja não devem ser transferidas às consumidoras.
— Não havendo o cumprimento dessas entregas, a consumidora deve buscar uma indenização junto ao Judiciário.
Inclusive, se tiver locação de outros vestidos, pode cobrar de forma regressiva da empresa esse prejuízo — afirmou, segundo o g1.
A My Vintage Dress atribui os atrasos a um volume excepcional de pedidos e a dificuldades na produção.
A empresa afirma que suspendeu temporariamente novas vendas para concentrar os esforços nos contratos já fechados e diz priorizar as noivas com casamentos marcados para os próximos dias.
A proprietária também afirmou que o tumulto no ateliê interrompeu a produção e assustou funcionárias.
"Nossa prioridade são as noivas que se casam nos próximos dias", disse Camila, em comunicado, no qual pediu desculpas às clientes e afirmou que a equipe trabalha para concluir as entregas.
Enquanto a investigação avança, permanece a principal preocupação das consumidoras: garantir, a tempo da cerimônia, o vestido pelo qual já haviam pago.