A Polícia Civil do Tocantins prendeu preventivamente, nesta quarta-feira (5), o pai e a madrasta de Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, encontrado morto na residência do casal, em Palmas.
A solicitação foi encaminhada à Justiça após o Instituto Médico Legal (IML) apontar que a criança morreu em consequência de múltiplas agressões.
A morte do menino foi confirmada na segunda-feira (3).
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O caso começou a ser investigado após o menino ser localizado sem vida na casa onde morava com o pai e a madrasta, na última segunda-feira (3).
Segundo informações da Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP-TO), o pai da criança procurou a Polícia Civil algumas horas depois de encontrar o filho morto.
Ele afirmou que demorou a registrar a ocorrência por estar emocionalmente abalado.
Laudo do IML apontou violência e lesões graves na morte de menino
A morte do menino foi confirmada pelo Instituto Médico Legal (IML) na segunda-feira (3).
Segundo o laudo, a criança sofreu violência sexual e morreu em decorrência de ferimentos graves.
O documento descreve que o caso envolveu “crueldade, insensibilidade, indiferença e multiplicidade de lesões”.
O exame apontou ferimentos em diferentes regiões do corpo, além de hemorragia interna e laceração intestinal, indicando a gravidade das agressões.
A investigação ganhou novos elementos após a divulgação de um vídeo gravado no fim de semana em que Gustavo morreu.
Nas imagens, o menino aparece dizendo à mãe, Sabrina da Silva Feitosa, que não queria ir para a casa do pai porque “ele me bate”.
Conforme a defesa da mãe, Sabrina já havia relatado que o filho voltava das visitas com marcas de machucados.
Ainda segundo os representantes legais, ela teria evitado denunciar o ex-companheiro por medo de possíveis ameaças.
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Sepultamento
O corpo de Gustavo foi sepultado na terça-feira (4), em uma cerimônia marcada por comoção entre familiares e amigos.
Parentes da criança pedem esclarecimentos sobre o caso e cobram responsabilização dos envolvidos.
O inquérito policial foi instaurado na terça-feira (4).
A defesa do pai e da madrasta informou que não irá se pronunciar neste momento, até ter acesso integral aos autos da investigação.
OAB suspende inscrição profissional do pai
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) informou que determinou a suspensão cautelar temporária da inscrição profissional do pai de Gustavo, que atua como advogado.
A medida ocorre enquanto as circunstâncias da morte da criança são apuradas pelas autoridades.
(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo sob supervisão de Tainá Cavalcante, editora web de OLiberal.com)
