Cauê Campos vive a aposta do futebol Vitor na nova série do Globoplay, Jogada de Risco, criada e protagonizada por Cauã Reymond.
Em conversa com a Quem, o ator, de 24 anos, fala sobre abordar esse universo do esporte, pelo qual ele é apaixonado desde menino, e de como foi criar o seu personagem.
"A criação do Vitor vem de um sonho meu.
Acho que o Cauã (Reymond) nem havia pensado na série ainda, mas já existia o sonho do Cauê de ser jogador.
Essa oportunidade linda caiu na minha mão e deu supercerto.
Envolveu muito amor e determinação", conta ele, que explicou como as cenas em campo foram feitas.
"Eu engano (no futebol).
Meu negócio é mais o jiu-jítsu.
Graças a Deus, em Jogada de Risco, a gente tinha uma equipe boa, que treinou a gente e adaptou tudo para a gente ali.
Tem cenas muito bonitas, inclusive.
O público que assiste a futebol sentia falta de uns takes que vão ter nessa série.
A gente fez todo um trabalho para recriar os nossos rostos nos dublês que jogam.
Mas a gente fez muita cena também, porque era um sonho nosso e a gente queria muito estar ali jogando.
Tem cenas em que eu e o dublê estamos jogando.
A gente consegue posicionar para não entrar um erro dos dois caras iguais entrarem em cena.
Eu, Cauê, confesso que tentei jogar até o último segundo.
'Ah, joga mal?'.
Joga (risos), mas a gente tinha orientação de jogador, direção, equipe de câmera e tecnologia.
Com todo mundo ali junto, dá certo."
Cauê Campos
Beto Roma/Divulgação
O personagem se envolve com o universo das apostas e mostra a dificuldade de muitos profissionais da área com educação financeira.
Cauê começou a trabalhar aos 10 anos em Avenida Brasil e disse que teve que aprender "na marra" a administrar bem o seu cachê.
"(Educação financeira) é uma coisa muito necessária.
Assim como Vitor, vim das categorias de base.
Comecei a trabalhar ainda criança.
Cedo a gente já estava lidando com grana.
Não eram grandes salários, ao contrário do que as pessoas pensam.
Lembro que, com o meu primeiro salário, consegui comprar um Play2 usado na feirinha, e foi o salário todo.
Então, lidar com isso (dinheiro) é muito importante, já que a gente planeja conquistar coisas ao longo da vida.
Como eu falei, é um trabalho.
Você vai querer um dia comprar uma casa, um carro, sair com os seus amigos...
Então, aprender a lidar com isso é algo que sinto falta.
Acho que poderia estar inserido em algum lugar, "Vamos aprender a investir, a guardar, a entender se precisa gastar com besteira".
O Vitor é um cara que não pensa nisso.
O Cauê precisou aprender na marra.
Hoje lido bem melhor", contou.
Cauê Campos viveu Valdo em Avenida Brasil (2012)
Reprodução/Globo
Já sobre lidar com a fama, Cauê disse que foi mais tranquilo: "Vou morrer falando que famoso é um termo forte.
Eu sou conhecido de uma galera ou outra.
A partir do momento em que eu bato no peito e falo, 'Sou isso ou sou aquilo', já perdi muita coisa.
Fui ensinado pela minha avó e pelos meus pais que árvore que não tem raiz não se sustenta.
Então é necessário entender a hora de voltar, de ver o que está acontecendo...
Marcelo D2 fala muito isso, que é a ideologia do arco-flecha: a gente se puxa para trás para voar para a frente.
Reconectar com o passado não é andar para trás, é criar raiz.
A fama que é dada para a gente nos dá certos benefícios; a gente é reconhecido, se conecta com muitas pessoas.
É maneiro ter o seu trabalho elogiado.
Mas tem que entender também que é um trabalho.
A gente tem que ter horário para entrar, sair, a gente estuda para estar aqui, respeita leis.
Se eu falar, 'sou isso ou aquilo' estou fora de jogo, lesionado e lá no canto."
Cauê Campos
Lucas Dias/Divulgação
Cauê Campos comenta namoro discreto
