O bumbum ganhou ainda mais espaço na conversa sobre beleza.
Nas redes sociais, famosas como Bruna Biancardi, Bianca Andrade e Virginia Fonseca já mostraram ou falaram sobre tratamentos e procedimentos realizados na região, de bioestimuladores e preenchimentos a intervenções voltadas ao contorno corporal.
A variedade de técnicas, porém, revela também que não existe uma única forma de buscar mais definição, firmeza ou volume.
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Por trás de uma mesma insatisfação podem estar características diferentes: celulite, flacidez, excesso de gordura ou pouca projeção dos glúteos.
Cada uma delas envolve uma avaliação específica e pode levar a escolhas distintas.
Antes de pensar na técnica, portanto, é preciso entender o que se pretende modificar e quais resultados são possíveis em cada caso.
De acordo com o cirurgião plástico Fernando Amato, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), o primeiro passo é identificar corretamente a característica que incomoda a paciente.
"É preciso entender se estamos diante de celulite ou de flacidez de pele.
Muitas pacientes procuram tratamento para celulite, mas já apresentam uma flacidez importante.
Nesses casos, elas podem não perceber melhora porque o problema principal não está sendo tratado", explica o médico.
Quando a questão é a celulite
A celulite é caracterizada por retrações localizadas da pele, geralmente associadas às chamadas traves fibrosas.
Dependendo da avaliação, podem ser consideradas técnicas como a subcisão, utilizada em algumas depressões mais aderidas nas coxas ou nos glúteos, além de preenchimentos e bioestimuladores.
A flacidez, por sua vez, envolve outra característica.
Quando existe excesso significativo de pele, procedimentos não cirúrgicos podem apresentar resultados limitados.
Nesses casos, a ressecção cirúrgica, com retirada do tecido excedente, pode ser considerada.
Quando o objetivo é ganhar volume
Entre as opções cirúrgicas está a lipoenxertia glútea, também conhecida como enxerto de gordura.
O procedimento utiliza tecido adiposo da própria paciente, geralmente retirado de regiões onde há acúmulo localizado, para modificar o contorno dos glúteos.
A forma de aplicação é um dos pontos de atenção.
Segundo Amato, o enxerto intramuscular deve ser evitado pelo risco de embolia gordurosa.
"A aplicação de gordura pode ser realizada em diferentes planos, mas o intramuscular apresenta risco de embolia gordurosa.
A preferência é por planos acima do músculo, podendo haver auxílio do ultrassom para aumentar a confiabilidade sobre o local da aplicação", explica.
A gordura pode ser preparada em diferentes apresentações.
O macrofat, formado por partículas maiores, tem como objetivo o preenchimento e um ganho maior de volume.
O microfat utiliza partículas menores, que mantêm células de gordura vivas e podem oferecer suporte estrutural e volume moderado.
Já o nanofat é utilizado principalmente com foco na qualidade da pele, sem necessariamente representar uma estratégia de aumento volumétrico.
Nem todo procedimento busca o mesmo resultado
Além da lipoenxertia, o médico cita alternativas como ácido poli-L-láctico, hidroxiapatita de cálcio, radiofrequência microagulhada, laser de CO₂ e ácido hialurônico.
A escolha depende de fatores como qualidade da pele, grau de flacidez, presença de gordura localizada, formato corporal e expectativa da paciente.
"No bumbum, podemos trabalhar tanto o contorno quanto a qualidade da pele.
Bioestimuladores, radiofrequência, laser, preenchimentos e lipoaspiração podem ter indicações diferentes.
O importante é entender o que a paciente deseja e qual é o problema anatômico que precisa ser corrigido", defende.
Em alguns casos, a flacidez não se concentra apenas nos glúteos e está relacionada a outras regiões do corpo.
Procedimentos como a torsoplastia, cirurgia plástica do tronco para remoção do excesso de pele e tratamento da flacidez nas costas e nos flancos, podem ser associados à abdominoplastia em uma estratégia de contorno corporal de 360 graus.
"Quando trabalhamos também as regiões laterais e posteriores do tronco, podemos recrutar tecido para melhorar o contorno do bumbum e da lateral das coxas.
Dependendo do caso, a lipoaspiração também pode ser indicada", detalha Amato.
E o PMMA?
Embora o polimetilmetacrilato, conhecido como PMMA, ainda seja divulgado para tratamentos corporais, Amato afirma que não recomenda seu uso devido ao risco de complicações.
"Os preenchedores definitivos, como é o caso do PMMA, por serem substâncias estranhas ao corpo, podem causar formação de biofilme e inflamação local crônica, além de aumentar a possibilidade de infecção, que, se não tratada adequadamente, pode levar a complicações mais graves", declara.
