Cenário de oferta justa mantém cacau com preços em alta na bolsa de Nova York - QTU Questões do Universo

Cenário de oferta justa mantém cacau com preços em alta na bolsa de Nova York

Fonte: Bandeira da fonte

O cacau disparou na bolsa de Nova York, com as atenções sobre a oferta voltando a ditar o ritmo do mercado.
Os lotes para dezembro fecharam em alta de 5,87% , para US$ 6.173 a tonelada.
Segundo o site Trading View, os futuros reagiram à medida que operadores reavaliaram as perspectivas de oferta para a safra 2026/27 nos maiores produtores mundiais, Costa do Marfim e Gana, os maiores produtores mundiais da amêndoa.
Além disso, a agência Reuters noticiou hoje que o atraso no início da principal safra de cacau de 2026/27 da Costa do Marfim pode provocar congestionamento nos portos do país.

Além disso, já especula-se queda de produtividade em função do clima adverso no oeste da África, cenário que pode reduzir as entregas do produto.
Entidades do setor de cacau marfinense estimam que cerca de 900 mil toneladas de cacau cheguem aos portos do país entre outubro e dezembro de 2026, abaixo das 1,1 milhão de toneladas registradas no mesmo período de 2025.
Açúcar
O açúcar se manteve com preços firmes na bolsa de Nova York, com a manutenção das preocupações com a oferta.
Os lotes do demerara para outubro fecharam em alta de 3,41%, a 18,19 centavos de dólar a libra-peso.
Segundo análise da Hedgepoint Global Markets, a principal fonte de incerteza do mercado é a possibilidade de um El Niño de forte intensidade prejudicar áreas de cana em importantes regiões de produção.
“Historicamente, Tailândia, Índia, América Central e México apresentam vulnerabilidade à seca, ao calor excessivo e à redução das chuvas associados ao fenômeno, o que levou a revisões negativas nas expectativas de produção”, disse a consultoria, em relatório.
Algodão
O preço do algodão registrou forte alta na bolsa de Nova York.
Os lotes para dezembro subiram 3,67%, cotados a 92,41 centavos de dólar a libra-peso.
A demanda pela pluma está aquecida no cenário internacional.
Além disso, parte da safra nos EUA sofre com as altas temperaturas, que podem reduzir a produção no Texas, principal produtor da fibra no país.
Café
Pelo segundo dia consecutivo, os preços do café registraram forte queda.
Os contratos para dezembro recuaram 3,88%, a US$ 3,0965 a libra-peso.

Antonio Pancieri Neto, corretor na Painel do Café, destaca que houve um movimento de realização para os futuros do café, uma vez que os mapas de clima mostram aumento das chuvas para as principais áreas produtoras do Brasil em setembro.

“Essa é uma condição favorável para as plantas, no momento em que elas vão precisar de umidade para garantir o bom desenvolvimento da florada”, disse.
Ainda segundo Pancieri, nos últimos dias, houve um fluxo maior de entrada de cafés nos armazéns de Minas Gerais, principal produtor do Brasil.
Suco de laranja
O preço do suco de laranja registrou leve alta na bolsa de Nova York, após ajustes técnicos provocados por uma queda de 6% na sessão da véspera.
Hoje, os contratos do produto concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) para novembro avançaram 0,85%, a US$ 1,4760 a libra-peso.