O fundador e CEO da Revolut, Nik Storonsky, está sendo processado por uma das principais corretoras de superiates do mundo após a compra de uma embarcação avaliada em € 350 milhões (cerca de R$ 2,2 bilhões).
A Cecil Wright & Partners entrou com uma ação na Alta Corte de Londres cobrando € 17,5 milhões em comissão, alegando que o bilionário fechou a compra diretamente com o vendedor para evitar o pagamento previsto em contrato.
Segundo a ação, um representante do family office de Storonsky procurou a corretora em 2024 para construir um iate e, posteriormente, pediu ajuda para encontrar uma embarcação disponível para compra.
A empresa afirma ter indicado um superiate de 102 metros construído pelo estaleiro alemão Lürssen, mas sustenta que acabou excluída da negociação quando a compra foi concluída diretamente com o empresário canadense Patrick Dovigi, em janeiro deste ano.
A família de Storonsky afirmou ao Financial Times que a ação "não tem mérito" e que irá contestá-la.
Nikolay Storonsky, fundador da Revolut
Reprodução/YouTube
A história da embarcação inclui uma passagem pelo Brasil.
De acordo com o Financial Times, o iate havia sido vendido anteriormente a Daniel Vorcaro, proprietário brasileiro que foi preso em novembro de 2025 em meio às investigações sobre uma suposta fraude de R$ 12,2 bilhões envolvendo o Banco Master.
Após a prisão, Dovigi recomprou o ativo e, posteriormente, o vendeu a Storonsky.
O empresário citado é ex-controlador do Banco Master e investigado pela Polícia Federal por suspeitas de crimes como gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro, organização criminosa, corrupção e invasão de dispositivos informáticos no âmbito da Operação Compliance Zero.
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