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China diz que 'guerra econômica' de Trump não resolverá crise do Irã

Fonte: Bandeira da fonte

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, afirmou nesta quinta-feira que “sanções e pressão não resolverão” a guerra no Oriente Médio, ao comentar a ameaça do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de promover uma “guerra econômica sem precedentes” contra o Irã.
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Trump anunciou a nova ofensiva econômica após acusar Teerã de desperdiçar as oportunidades oferecidas por Washington para chegar a um acordo de paz.

“Sanções e pressão não resolverão o problema”, afirmou Lin em entrevista coletiva.
“A China pede a todas as partes envolvidas que adotem medidas responsáveis para resolver a questão por meios políticos e diplomáticos.”

Na noite de quarta-feira, Trump também afirmou, em publicação na plataforma Truth Social, que qualquer país que permita que suas instituições financeiras, empresas, aeroportos ou entidades governamentais forneçam algum tipo de apoio ao Irã enfrentará “enormes consequências econômicas”.

“Contrabando de petróleo, linhas de swap, transferências de dinheiro, casas de câmbio, registros de navios, empresas de fachada — tudo isso precisa parar AGORA.
Vocês sabem quem são”, acrescentou o chefe da Casa Branca.

Embora Trump não tenha citado nenhum país, a China aparece como um dos principais potenciais alvos da ameaça.
Segundo dados de 2025 da empresa de análise Kpler, o país compra mais de 80% do petróleo iraniano exportado por via marítima.
Uma eventual escalada da pressão sobre Pequim, porém, também poderia provocar retaliações contra Washington, já que a China é uma importante fornecedora de produtos estratégicos aos EUA, entre eles minerais de terras raras.

Trump também não detalhou quais medidas pretende adotar.
Além disso, ameaças e anúncios feitos pelo presidente americano nas redes sociais nem sempre são implementados nos termos em que são divulgados.
O alcance da ofensiva, portanto, ainda é incerto e pode incluir até mesmo aliados dos EUA que participaram da mediação das negociações de paz com Teerã.

A nova ameaça também ocorre em meio ao impasse diplomático entre Washington e Teerã.
Na terça-feira, Trump afirmou que não havia negociações em andamento com o Irã.
Um dia antes, porém, Jared Kushner, genro e enviado especial do presidente, havia adotado tom mais otimista ao dizer que as conversas continuavam e estavam “provavelmente mais intensas” do que nunca.

No centro das divergências está o programa nuclear iraniano.
Trump quer assumir o controle do estoque de urânio altamente enriquecido do Irã e busca um novo acordo, mais restritivo, para limitar os programas de energia e pesquisa nuclear do país, em substituição ao pacto do qual retirou unilateralmente os Estados Unidos em 2018.

Signatário do Tratado de Não Proliferação Nuclear, o Irã afirma há décadas que seu programa nuclear tem fins pacíficos.