O governo da China aprovou a construção de oito novos reatores nucleares, distribuídos por quatro projetos nas províncias de Zhejiang, Guangdong, Liaoning e Shandong.
O investimento total deve superar 170 bilhões de yuans, equivalente a US$ 25,2 bilhões.
A autorização foi concedida pelo Conselho de Estado, gabinete do governo chinês.
Os projetos incluem a segunda fase da usina de Jinqimen, em Zhejiang; a terceira etapa de Taipingling, em Guangdong; e a implantação das centrais de Zhuanghe, em Liaoning, e Laiyang, em Shandong.
Cada empreendimento terá duas novas unidades.
Seis dos oito reatores utilizarão a tecnologia Hualong One, projeto nuclear de água pressurizada de terceira geração desenvolvido pela própria China.
As novas unidades de Jinqimen e Taipingling serão as primeiras a adotar uma versão atualizada do modelo, chamada Hualong One 2.0, que traz melhorias nos sistemas de segurança passiva e maior capacidade de geração de energia por unidade.
Em Guangdong, cada reator terá capacidade de 1.217 megawatts.
Quando as seis unidades previstas para a central estiverem concluídas, o complexo poderá gerar mais de 55 bilhões de quilowatts-hora por ano -- o equivalente a 31% de toda a eletricidade consumida pelas residências brasileiras em 2025.
Em Shandong, a usina de Laiyang receberá dois reatores Guohe One, outra tecnologia chinesa de terceira geração, com capacidade de 1.543 megawatts cada.
O projeto marca o início da construção padronizada e em larga escala desse modelo.
Com seis unidades previstas e investimento total estimado em 128,3 bilhões de yuans, a central deverá se tornar a maior usina nuclear da China em capacidade instalada.
Expansão nuclear chinesa
A nova rodada mantém o ritmo de expansão nuclear do país.
Entre 2022 e 2025, Pequim autorizou a construção de, pelo menos, dez reatores por ano.
Em 2025, foram aprovadas dez unidades, com investimentos estimados em 200 bilhões de yuans (US$ 29,6 bilhões).
Em abril de 2026, a China reunia 60 reatores em operação comercial e outros 36 em construção.
A capacidade total, considerando unidades instaladas e em obras, chegava a 125 gigawatts, a maior do mundo.
Embora lidere globalmente a instalação de fontes solar e eólica, o país considera a energia nuclear importante para garantir fornecimento contínuo de eletricidade e reduzir a dependência do carvão.
Ao aprovar os novos projetos, o governo determinou que as unidades sejam construídas e operadas conforme padrões elevados de segurança e submetidas à supervisão em todas as etapas.
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