O Citroën Basalt chega à linha 2027 com novidades no visual, novos equipamentos e uma ampliação importante da gama.
Mas, diante do modelo na linha 2026, ficam duas perguntas: o que realmente mudou e se vale investir no modelo 2027?
As respostas estão nos detalhes.
A nova linha não traz uma revolução mecânica, mas mexe em pontos de acabamento, tecnologia, praticidade e posicionamento das versões.
Algumas dessas mudanças podem pesar na escolha de quem está comprando o SUV agora, enquanto outras questões continuam sem solução.
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Dark Edition manual
Basalt Dark Edition agora conta com versão de câmbio manual e motor aspirado por R$ 98.990, apenas R$ 3.300 acima da versão de entrada | Foto: Stellantis/Divulgação
A principal novidade da linha 2027 é a chegada da Dark Edition com motor aspirado e câmbio manual.
Na gama anterior, a configuração de visual escurecido estava concentrada na versão equipada com motor Turbo 200 e transmissão automática.
Agora, a Citroën leva a proposta para uma configuração mais acessível.
O Basalt Dark Edition MT custa R$ 98.990, apenas R$ 3.300 acima do Feel MT, que parte de R$ 95.690.
A diferença garante interior escurecido, detalhes em vermelho Andre Red, skid plate traseiro escurecido e rodas de liga leve de 16 polegadas em preto.
A carroceria também foi alongada na linha 2027.
Para quem gosta do visual da Dark Edition, a novidade é relevante: agora é possível ter a configuração por menos de R$ 100 mil, sem partir para o motor turbo e o câmbio automático.
Espaço continua sendo destaque
Com 2,55 m de entre-eixos, o Basalt se destaca pelo bom espaço interno para os ocupantes | Foto: Stellantis/Divulgação
O Basalt mantém uma das características que mais chamam atenção no projeto: o espaço interno.
O SUV cupê tem 2,55 metros de entre-eixos e porta-malas com 490 litros de capacidade, números que ajudam a explicar a proposta do modelo para quem procura um carro para a família.
Mesmo com a silhueta mais inclinada na traseira, o Basalt tenta equilibrar o desenho de SUV cupê com uma cabine espaçosa e um porta-malas generoso.
Na prática, esse continua sendo um dos argumentos mais fortes do modelo diante de rivais que apostam em carrocerias semelhantes.
O que mudou na topo de linha?
A Dark Edition Turbo 200 continua no topo da gama e concentra algumas das principais novidades da linha 2027.
A configuração passa a oferecer keyless, sistema que permite destravar o carro e dar a partida sem retirar a chave do bolso.
Outra novidade é a chegada da cor Branco Polar, inédita na gama.
O catálogo também mantém Preto Perla Nera, Cinza Sting Gray, Cinza Artense e Cinza Grafito.
O teto preto continua como opcional, mas agora o acabamento escurecido se estende até o final da linha dos vidros traseiros.
O resultado é um visual mais uniforme e esportivo.
São alterações pequenas, mas que fazem diferença principalmente para quem valoriza personalização e acabamento.
Basalt Dark Edition Turbo 200 mantém o motor turbo e o câmbio automático, mas ganha novas opções de personalização na linha 2027 | Foto: Stellantis/Divulgação
Por dentro
O Basalt mantém o quadro de instrumentos digital TFT de 7 polegadas e a central multimídia de 10,25 polegadas, com espelhamento sem fio para Android Auto e Apple CarPlay.
A central recebeu uma nova interface com fundo escurecido, deixando o conjunto mais alinhado à proposta da Dark Edition.
Na segunda fileira, todas as versões agora passam a ter duas entradas USB-C, enquanto o painel mantém uma USB-A e tomada de 12V.
Toda a gama também passa a contar com porta-documentos.
As versões Shine Turbo 200 e Dark Edition Turbo 200 ganham ainda porta-revistas e keyless.
Nem tudo foi corrigido
Apesar das novidades, algumas escolhas de ergonomia continuam chamando atenção e são pontos que já apareciam em outros modelos da Citroën, como o C3.
Um deles é o destravamento automático das portas quando o carro é desligado.
A lógica pode ser prática em determinadas situações, mas deixa os ocupantes sem o travamento das portas justamente no momento em que o veículo para, o que pode representar uma vulnerabilidade em locais de maior risco.
Outro ponto está na posição de alguns comandos.
O ajuste elétrico dos retrovisores externos, o botão de travamento das portas e, nas configurações que contam com o recurso, o modo Sport, ficam concentrados em uma região mais baixa do painel, próxima à área inferior esquerda do motorista.
Os comandos dos vidros elétricos traseiros também ficam fora da posição mais intuitiva para quem está acostumado com os interruptores instalados nas portas.
Não são problemas que inviabilizam o uso do carro, mas exigem uma adaptação.
Durante a condução, principalmente, comandos posicionados em regiões mais baixas podem exigir que o motorista desvie a atenção da pista para localizá-los.
É um daqueles detalhes que poderiam ser revistos em uma próxima atualização, principalmente em um carro que já aposta bastante em tecnologia e conectividade.
O que continua igual?
Apesar das atualizações, é importante deixar claro que o Basalt 2027 não é um carro completamente novo.
A linha mantém a mesma proposta de SUV cupê, o foco em espaço interno e o conjunto mecânico Turbo 200 nas versões mais sofisticadas.
Por isso, quem esperava mudanças significativas em desempenho, dirigibilidade ou motorização não encontrará uma grande diferença em relação ao modelo 2026.
A evolução está principalmente nos equipamentos e na oferta de versões.
O porta-malas do Basalt comporta 490 litros, um dos destaques do SUV cupê para quem busca espaço | Foto: Stellantis/Divulgação
Quanto custa?
A linha 2027 passa a ser composta por cinco configurações:
Feel MT: R$ 95.690
Dark Edition MT: R$ 98.990
Feel Turbo 200: R$ 117.990
Shine Turbo 200: R$ 119.990
Dark Edition Turbo 200: topo de gama
As versões Feel MT e Dark Edition MT passaram a integrar o programa Carro Sustentável, do MOVER, com isenção de IPI para veículos que atendem aos
critérios de eficiência energética e sustentabilidade.
A Shine Turbo 200 chega por R$ 119.990.
Para clientes PCD, o preço informado é de R$ 99.990, considerando os benefícios fiscais e condições especiais da Citroën.
Keyless estreia no Basalt Dark Edition Turbo 200 2027 e permite destravar o carro e dar a partida sem retirar a chave do bolso | Foto: Stellantis/Divulgação
Qual versão investir?
A resposta depende de qual Basalt está sendo comparado.
Entre a Feel MT e a nova Dark Edition MT, os R$ 3.300 adicionais fazem sentido para quem valoriza o visual.
A diferença é relativamente pequena diante dos elementos extras de acabamento e personalização.
Já para quem está entre um Basalt 2026 e um 2027, a conta muda.
As novidades não tornam o modelo anterior ultrapassado: a linha 2027 acrescenta equipamentos e refinamentos, mas mantém a mesma essência do SUV.
Por isso, uma unidade 2026 com desconto pode ser uma compra mais racional para quem não faz questão de keyless, da nova cor ou das atualizações de acabamento.
Se a diferença de preço for pequena, porém, o modelo 2027 passa a fazer mais sentido, especialmente para quem pretende ficar vários anos com o carro.
No conjunto, o Basalt 2027 evoluiu sem romper com o modelo anterior.
A maior novidade está na expansão da Dark Edition para o câmbio manual, enquanto a topo de linha ganhou recursos como keyless, nova cor e mudanças no teto preto.
O SUV mantém como pontos fortes o espaço interno, com 2,55 m de entre-eixos e 490 litros de porta-malas, além do desenho que diferencia o modelo dentro da categoria.
Por outro lado, algumas escolhas de ergonomia permanecem e poderiam ser revistas, especialmente a localização de determinados comandos e a lógica de destravamento das portas.
Na prática, a Citroën trabalhou mais na ampliação da oferta, personalização e equipamentos do que em uma mudança profunda no Basalt.
Para quem ainda vai comprar, vale olhar com atenção para as novas versões.
Já para quem tem um Basalt 2026, a troca só parece fazer sentido se os novos equipamentos e o ano/modelo tiverem peso maior do que a diferença de preço.
