A previsão de chuvas para áreas agrícolas nos Estados Unidos motivou a queda no preço dos grãos negociados na bolsa de Chicago.
Nas negociações da soja, os lotes para novembro fecharam em baixa de 1,22% nesta terça-feira (4/8), a US$ 11,7775 o bushel.
Os preços da soja ficaram alheios à notícias importantes para o mercado, como a forte queda do petróleo, e ainda novos anúncios de venda de soja americana à China.
“Estamos chegando em um período crucial para a definição de produtividade nos EUA.
Os mapas mostram condição de clima úmido para a próxima semana, e então os investidores querem precificar a possibilidade de uma boa safra de soja americana”, diz Leonardo Martini, consultor em gerenciamento de riscos da StoneX.
Relatório mais recente do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês) indica que a safra de soja no país deve alcançar 121,79 milhões de toneladas em 2026/27.
Se confirmado, o número consolidará um novo recorde na produção.
Milho
O preço do milho caiu na bolsa de Chicago.
Os lotes com entrega para dezembro fecharam em queda de 1,48%, a US$ 4,6550 o bushel.
Assim como a soja, o milho foi pressionado pela previsão de chuvas em áreas agrícolas dos Estados Unidos, onde as precipitações são bem-vindas para a fase crucial de desenvolvimento das lavouras.
Trigo
O mercado do trigo pausou momentaneamente as preocupações com o escoamento do cereal pelo Mar Negro, e registrou preços mais baixos na sessão desta terça-feira.
Os lotes com entrega para setembro fecharam em baixa de 1,92%, para US$ 6,3850 o bushel.
Além da forte queda nos valores do petróleo, os preços do trigo caíram com notícias sobre o avanço da safra nos Estados Unidos.
A colheita de trigo de inverno no país chegou a 86% da área, acima dos 85% colhidos há um ano e dentro da média das últimas cinco temporadas, de 86%.
Em relação ao trigo de primavera, a colheita está em fase inicial, e alcançou 5%, e está à frente dos 4% registrados nessa mesma época em 2025.
Na média das últimas cinco safras, no entanto, o percentual colhido é de 8%, segundo dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês).
