Três meses antes do leilão do terreno onde funciona o Clube dos Caiçaras, o Rioprevidência renovou por um ano a autorização de uso da área.
O imóvel, localizado na Ilha dos Caiçaras, na Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul do Rio, será leiloado em 15 de setembro, com lance inicial de aproximadamente R$ 23,3 milhões, conforme antecipado pela coluna Ancelmo Gois.
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O Rioprevidência é a autarquia do Governo do Estado responsável pela gestão da previdência dos servidores estaduais, incluindo aposentadorias e pensões.
A decisão de venda integra o plano de desinvestimento da carteira imobiliária do Rioprevidência, aprovado no início do ano para reforçar o fundo.
A autorização de uso pelo Caiçaras foi renovada em 5 de maio de 2026.
Segundo o próprio Clube dos Caiçaras, o documento permite a ocupação da área conhecida como “1/3 da ilha” por 12 meses, renováveis, com pagamento da respectiva taxa mensal de ocupação.
A autorização é descrita como excepcional, provisória e precária.
Antes da renovação, em março, o clube havia protocolado uma manifestação junto ao Rioprevidência reafirmando o interesse na manutenção do direito de uso da área e sua disposição de preservar os interesses da instituição em um eventual processo de alienação do imóvel.
A renovação ocorreu no mesmo período em que chegou ao fim o contrato entre o Rioprevidência e o clube.
Como publicado anteriormente pela coluna Ancelmo Gois, o contrato venceu em maio.
Na ocasião, a diretoria do Caiçaras afirmou que “não havia interesse do RioPrevidência em gerar atrito com um bom inquilino como o Caiçaras”.
O leilão acontecerá na sede do Rioprevidência, no Centro do Rio.
O edital estabelece as regras da venda e as condições para os interessados.
Procurado, o Caiçaras informou que não vai se manifestar por enquanto e que trata do assunto com seu advogado.
O Rioprevidência foi procurado para esclarecer sobre a venda, a área do imóvel e a situação da autorização de uso; e a Prefeitura do Rio, para esclarecer os parâmetros urbanísticos aplicáveis ao terreno.
Até o fechamento desta reportagem, os dois órgãos não haviam respondido aos questionamentos.
Clube dos Caiçaras teve autorização de uso renovada três meses antes de terreno ser colocado à venda por R$ 23,3 milhões
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