Cobre e níquel são menos afetados pelo frete no preço final, diz CFO da Vale - QTU Questões do Universo

Cobre e níquel são menos afetados pelo frete no preço final, diz CFO da Vale

Fonte: Bandeira da fonte

O vice-presidente executivo de finanças e relações com investidores da Vale, Marcelo Bacci, afirmou nesta sexta-feira (31), em coletiva de imprensa sobre o balanço do segundo trimestre, que as melhorias operacionais, o aumento de preços dos subprodutos e a baixa influência do preço do petróleo nos custos relacionados ao cobre e ao níquel foram os motivos para a redução das estimativas de custos de produção de ambos os produtos este ano.
Na quinta-feira (30), a Vale revisou o “guidance” (projeção) de custos do minério de ferro, níquel e cobre.
Bacci explicou que os preços do ouro (subproduto do cobre) e do próprio cobre (subproduto do níquel) estão acima do previsto pela empresa, o que leva à redução de custos.
Ao mesmo tempo, lembrou que as operações de produção dos dois produtos estão mais eficientes e que o frete tem pouco impacto nos custos do níquel e do cobre.

A alta do petróleo foi justamente a causa da revisão para cima da estimativa de custo do minério de ferro.
O câmbio, explicou, está perto da estimativa de R$  5,13 para o segundo semestre, mas o petróleo está acima da previsão de US$ 85 por barril.

Sobre o preço do minério, Bacci afirmou que a cotação hoje está na casa dos US$ 95 por tonelada, o que é uma “faixa importante” e a empresa não espera a queda a um patamar abaixo disso.

Bacci também destacou que a planta de pelotização de São Luís está fechada há alguns meses, decisão tomada porque atualmente há um excesso de capacidade em pelotas.
“Podemos aumentar produção de pelotas se o mercado demandar mais, mas não vemos isso em 2026”, disse.

Marcelo Bacci
Gabriel Reis/Valor