O governo colombiano revogou, nesta quinta-feira (3), por decreto, 10 resoluções que restringiam a exploração e a extração de recursos naturais em determinadas áreas do país, informou a ministra de Minas, María Nohemí Arboleda.
As resoluções haviam sido estabelecidas pela administração de esquerda anterior.
O novo presidente de direita, Abelardo De La Espriella, prometeu reverter políticas que limitavam as atividades de petróleo e mineração, em uma tentativa de impulsionar a economia.
Algumas das mudanças prometidas por ele podem ser implementadas por decreto, incluindo a simplificação de procedimentos, a redução dos prazos para licenciamento e a racionalização das consultas com comunidades.
“Os distritos minerários foram concebidos para organizar o uso da terra e apoiar as regiões mineradoras.
No entanto, foram utilizados para substituir a mineração, foram mal elaborados e, como resultado, desestimularam investimentos e exploração, prejudicando a mineração de pequeno porte e os esforços para formalizar o setor”, disse Arboleda durante conferência de mineração na cidade de Cartagena.
“Vamos eliminar um grande número de procedimentos, vamos agir com agilidade porque estamos ansiosos para ver resultados”, acrescentou.
O setor de mineração poderia atrair até US$ 4 bilhões em investimentos até 2030, disse à Reuters em agosto Juan Camilo Nariño, presidente da Associação Colombiana de Mineração.
A associação afirma que o país sul-americano possui potencial significativo em cobre, ouro, carvão e níquel.
Colômbia revoga 10 resoluções que restringiam mineração
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