A Colomy lançou o segundo álbum de estúdio da carreira, “Pra Quem Andou Perdido”.
Com nove faixas inéditas, o disco reúne canções construídas a partir de experiências vividas pelos integrantes Sebastião Reis, Pedro Lipa e Eduardo Schuler e aborda temas como despedidas, perdas, saudade, recuperação e recomeços.
O trabalho foi produzido por Dudinha e chega às plataformas digitais em parceria com a Universal Music.
O novo álbum também marca uma ampliação das referências sonoras do trio, que transita entre o rock brasileiro dos anos 1970 e 1980 e elementos do cancioneiro popular brasileiro.
Canções e participações especiais
O álbum começa com “Causas Naturais”, que traz referências do yacht rock e a participação de Barrett Martin na percussão e nos arranjos vocais.
Em “Rádio”, Peter Buck toca guitarra de 12 cordas em uma canção inspirada em uma história real sobre o período após uma separação.
Já “Se Ainda Existe Amor”, sétima faixa do disco, conta com Guilherme Arantes no piano elétrico CP70.
Para Sebastião Reis, a participação do artista surgiu da relação da banda com o trabalho dele e da identificação com a canção.
“Nós três da banda temos uma admiração muito grande pelo artista que ele é.
Ele vem de uma carreira do rock progressivo e depois se tornou um compositor pop, um ícone.
Isso inspira muito a gente, porque temos essa preocupação com os arranjos e com as músicas”, afirma ao O Liberal.
Segundo Sebastião, as participações foram pensadas também a partir da relação dos integrantes com os músicos.
Peter Buck e Barrett Martin já haviam trabalhado com o trio em outros projetos, enquanto o convite a Guilherme Arantes surgiu diretamente da identificação com a faixa.
“Todos eles trouxeram a assinatura deles para o disco.
A importância deles para o disco é ter esses grandes ícones nos apoiando e sendo para a gente uma bússola, no sentido de que cada uma dessas participações tem um significado do som que a gente quer fazer”, explica.
Entre a perda e o recomeço
Embora o álbum tenha como eixo temas relacionados a rupturas, Pedro Lipa explica que essa unidade não foi planejada inicialmente.
As músicas foram compostas individualmente e, posteriormente, o grupo identificou os pontos de conexão entre elas.
“Essa ideia de usar esse lado emocional na construção do conceito do disco nunca foi uma ideia de fato.
Não foi uma coisa pensada, não foi uma coisa construída, ela simplesmente aconteceu”, conta.
Segundo o músico, as composições surgiram durante experiências vividas pelos integrantes e acabaram formando um conjunto relacionado às perdas e aos processos de recuperação.
“A gente tinha as músicas, elas falavam sobre isso.
E elas são o que de mais verdadeiro a gente tem para cantar e para falar sobre aquele tempo em que as músicas foram feitas”, afirma.
Para Pedro, a narrativa do álbum percorre diferentes estados emocionais até chegar à possibilidade de seguir adiante.
“Quando a gente olha para o álbum como um todo, ele fala sobre o veneno, mas também entrega o antídoto.
Então a gente tem uma narrativa de queda e de subida”, diz.
Um novo momento da banda
Formada em 2021, o trio desenvolve um trabalho influenciado pelo rock progressivo, pela música brasileira e pela produção musical das décadas de 1970 e 1980.
Para Eduardo, o processo de composição do novo disco representa uma mudança na forma como a banda construiu as canções.
Segundo ele, o grupo passou a partir diretamente das próprias experiências.
“Esse é um disco em que a gente não precisou buscar pelo que escrever.
A gente decidiu escrever sobre o que estava vivendo.
Acho que esse é o principal ponto de maturidade”, afirma.
O baterista também destaca a diferença entre o primeiro e o segundo álbum, produzidos em momentos distintos da trajetória dos integrantes.
“O principal ponto de maturidade desse disco é a gente não buscar pelo que escrever, e sim escrever sobre o que está dentro de nós”, resume.
